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Agradeço as oportunas e coerentes intervenções dos comentaristas criticando o proselitismo irresponsável do globoritarismo apoiado pela mídia amestrada banalizando as Instituições e o Poder do Estado para a pratica sistemática de crimes. Os brasileiros de bem que pensam com suas próprias cabeças ja constataram que vivemos uma crise moral sem paralelo na historia que esgarça as Instituições pois os governantes não se posicionam na defesa da Lei e das Instituições gerando uma temerária INSEGURANÇA JURÍDICA. É DEVER de todo brasileiro de bem não se calar e bradar Levanta Brasil! Cidadania-Soberania-Moralidade

10.27.2007

Como capturar porcos selvagens

Você sabe como capturar porcos selvagens?

Havia um professor de química em um grande colégio com alunos de intercâmbio em sua turma. Um dia, enquanto a turma estava no laboratório, o professor notou um jovem do intercâmbio que continuamente coçava as costas e se esticava como se elas doessem.


O professor perguntou ao jovem qual era o problema. O aluno respondeu que tinha uma bala alojada nas costas pois tinha sido alvejado enquanto lutava contra os comunistas de seu país nativo que estavam tentando derrubar seu governo e instalar um novo regime, um "outro mundo possível".

No meio da sua história ele olhou para o professor e fez uma estranha pergunta: "O senhor sabe como se capturam porcos selvagens?"

O professor achou que se tratava de uma piada e esperava uma resposta engraçada. O jovem disse que não era piada.

"Você captura porcos selvagens encontrando um lugar adequado na floresta e colocando algum milho no chão. Os porcos vêm todos os dias comer o milho de gratuito. Quando eles se acostumam a vir todos os dias, você coloca uma cerca mas só em um lado do lugar em que eles se acostumaram a vir. Quando eles se acostumam com a cerca, ele voltam a comer o milho e você coloca um outro lado da cerca. Mais uma vez eles se acostumam e voltam a comer. Você continua desse jeito até colocar os quatro lados da cerca em volta deles com uma porta no último lado. Os porcos que já se acostumaram ao milho fácil e às cercas, começam a vir sozinhos pela entrada. Você então fecha a porteira e captura o grupo todo."

"Assim, em um segundo, os porcos perdem sua liberdade. Eles ficam correndo e dando voltas dentro da cerca, mas já foram pegos. Logo, voltam a comer o milho fácil e gratuito. Eles ficaram tão acostumados a ele que esqueceram como caçar na floresta por si próprios, e por isso aceitam a servidão."
       
O jovem então disse ao professor que era exatamente isso que ele via acontecer neste país. O governo ficava empurrando-os para o comunismo e o socialismo e espalhando o milho gratuito na forma de programas de auxílio de renda, bolsas isso e aquilo, impostos variados, estatutos de "proteção", cotas para estes e aqueles, subsídio para todo tipo de coisa, pagamentos para não plantar, programas de "bem-estar social",  medicina e medicamentos "gratuitos", sempre e sempre novas leis, etc, tudo ao custo da perda contínua das liberdades, migalha a migalha.

Devemos sempre lembrar que "Não existe esse negócio de almoço grátis" e também que "não é possível alguém prestar um serviço mais barato do que seria se você mesmo o fizesse".

Finalmente, se você percebe que toda essa maravilhosa "ajuda" governamental é um problema que se opõe ao futuro da democracia em nosso país, você vai mandar esta mensagem para seus amigos. Mas se você acha que políticos e ongueiros pedem mais poder para as classes deles tirarem liberdades e dinheiro dos outros para beneficiar *você* ou "os pobres" então você provavelmente vai deletar este email, mas que Deus o ajude quando trancarem a porta.

 

MG

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10.26.2007

Fim da impunidade

O ex-Governador Ronaldo cunha Lima, pai do atual Governador cassado da Paraíba (ainda em exercício por força de liminar do TSE), autor de inúmeros poemas entre os quais o "habeas pinho" como sofrível poeta que o é, homem que se notabilizou nessas três vertentes: poeta, político abusivo e perigoso fronteriço, agora irá a julgamento e esperamos sua exemplar condenação. Vejam a matéria:

O CORREIO DA PARAIBA - Terça, 23 de Outubro de 2007

Ministro do STF pede data para julgamento de Ronaldo

O Supremo Tribunal Federal (STF) deverá julgar finalmente este mês ou no começo do próximo o deputado federal e ex-governador Ronaldo Cunha Lima (PSDB) pela tentativa de assassinato do também ex-governador Tarcísio Burity em 5 de novembro de 1993 no interior do restaurante Gulliver, de João Pessoa.

A ação penal aberta contra Ronaldo no Supremo encerrou sua longa e morosa tramitação nesta terça-feira (23), quando o ministro Joaquim Barbosa, relator do processo, pediu em reunião do Pleno que seja marcada uma data para o julgamento do deputado, que apresentou alegações finais de defesa desde 6 de setembro último.

O pedido de data para julgamento significa que o ministro Joaquim Barbosa já concluiu seu parecer, a exemplo do que já fizeram o revisor e o Ministério Público, representado pela Procuradoria Geral da República. O parecer da PGR, entregue ao STF em 22 de agosto deste ano, é pela condenação de Ronaldo por tentativa de homicídio.

O processo do Caso Gulliver começou a tramitar no STF em 22 de outubro de 2002, data em que foi distribuído para o ministro Moreira Alves, primeiro relator da Ação Penal que no protocolo do Tribunal recebeu o nº 333. Na época, o então senador Ronaldo Cunha Lima era defendido – e ainda hoje o é – pelo escritório do advogado José Gerardo Grossi, ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Alegação de legítima defesa

Quando depôs no Supremo sobre o atentado no Gulliver, em 9 de dezembro de 2002, Ronaldo negou que tenha planejado o crime e passou 80 minutos tentando convencer o relator Moreira Alves de que agira em legítima defesa. Disse que era vítima de ofensas pessoais e ataques à sua família e, ao entrar no restaurante, pensou que Burity sacaria uma arma após uma discussão entre os dois.

Segundo depoimentos reunidos pela acusação, a alegação de legítima defesa não se sustenta. Ao entrar no Gulliver, Ronaldo não deu tempo sequer de Burity esboçar qualquer reação e atirou duas vezes contra o adversário, que se encontrava sentado, conversando com amigos, e de costas para a porta por onde o então governador entrou.

Socorrido para o Hospital Samaritano, da Capital, Burity passou duas semanas internado, sendo liberado depois para se recuperar em sua residência. Após o atentado de que foi vítima o ex-governador afastou-se por quase dois anos da atividade política, perdeu popularidade, a saúde e finalmente a vida, às 9h45 do dia 8 de julho de 2003, aos 64 anos, por agravamento de problemas cardíacos.

10.25.2007

Exército toma área "invadida" pelo governador de Rondônia

Cento e vinte fuzileiros armados da 17ª Brigada de Infantaria de Selva ocuparam, na madrugada de domingo, um terreno numa área nobre do centro de Porto Velho que o Exército afirma ter sido invadido pelo governo de Rondônia.

O governador Ivo Cassol (afastado do PPS) havia determinado que operários de uma empreiteira reiniciassem ali as obras de um teatro inacabado: no sábado, eles chegaram a cercar o terreno com tapumes.

O comandante do CMA (Comando Militar da Amazônia), general Heleno Pereira, afirmou que o governador Ivo Cassol mandou cercar a propriedade sem qualquer tipo de consentimento do Exército, caracterizando invasão de terras da União, crime previsto no Código Penal Militar. "O governador resolveu criar um fato consumado. Nós decidimos retomar o terreno e empregamos a tropa", disse o general Pereira.

A retomada do terreno pelo Exército começou às 3h12 (horário local) de domingo, quando os fuzileiros, acompanhados de cães e armados com metralhadoras e escopetas, ocuparam o terreno de 24 mil m2.

O terreno é chamado Flor de Maracujá 1. Desde 1997 sua compra é negociada pelo governo de Rondônia, que iniciou as obras do teatro antes mesmo da conclusão das negociações.

Cassol anunciou que o Estado tentaria adquirir o terreno por meio de uma troca. Em 2006 o Exército colocou o terreno à venda. Dividiu a área em três quadras: a primeira negociou com o Tribunal de Justiça do Estado; a segunda, com a obra inacabada do teatro, está embargada pela Justiça; e a terceira está sendo vendida ao Ministério Público do Trabalho.

No último dia 18, aproveitando uma visita do ministro Nelson Jobim (Defesa) à Rondônia, Cassol pediu ao ministro a doação de dois terrenos --o do teatro e o que será vendido ao MPT. À Folha o general Luiz Alberto Martins Bringel, que acompanhou o encontro, disse que o ministro informou ao governador que iria estudar o caso, mas não deu esperança sobre a doação. Ontem, Cassol disse que só comentaria o caso após uma declaração de Jobim.

Em nota, o governo de Rondônia disse que queria trocar o imóvel por outro e classificou a ação do Exército de "verdadeira operação de guerra", acrescentando que tinha "o intuito único de intimidar e causar medo, como se fôssemos inimigos externos ou estivéssemos ameaçando a paz". A nota diz que a alegação de que a ocupação foi uma ação "para evitar a consumação da invasão" se choca frontalmente com as negociações há muito iniciadas para uma troca de imóveis".

Por KÁTIA BRASIL
da Agência Folha, em Manaus
Colaborou JOÃO CARLOS MAGALHÃES, da Agência Folha

10.23.2007

Ídolos de barro


                                                     
            Nem o imortal Mestre Valentim lhes daria vida heróica ainda que estivessem ornando uma sequer prateleira de brechó ou um imponente monumento, como fizeram em homenagem ao outro símbolo do impatriótico, Prestes, lá em Palmas, Tocantins.
            Impatrióticos, apátridas.
            Quem declara no Senado que empunharia armas em favor de uma nação estrangeira se conflagrada com o Brasil, não poderia ganhar um outro epíteto. Por coincidência também foi um capitão.
            Gustavo Gorender, comunista contemporâneo, lado a lado com Prestes, como membro do Comitê Central do PCB e depois fundador do PCBR, o desqualifica no livro de que é o autor, COMBATE NAS TREVAS, atribuindo-lhe culpas pelo insucesso de operações e particularmente pelo impiedoso assassinato, que chamam de justiçamento, de Elza Fernandes, uma jovem analfabeta que com 16 anos se amasiara com Miranda secretário-geral do PC, ambos presos em 13 de janeiro de 1936 e ela libertada a seguir, julgada traidora e executada sanguinariamente meses depois, a despeito de vozes que se opunham ao tal julgamento, como a de Molares, um dirigente desde os anos 20, afastado sumariamente. Várias cartas de Prestes, que se escondia junto com Olga Benário em uma casa no Méier, apóiam o julgamento e a condenação, sendo que na de 19 de fevereiro “com uma descompostura violenta” chama os membros do secretariado nacional de vacilantes e medrosos. (páginas 240, 241, 242) 
            Lamarca é o outro que foi capitão do Exército, desertor e ladrão de armas do quartel onde servia. Furtou-as. Não foi em uma ação de combate, após se declarar contrário ao sistema vigente, como manifesta vontade.
            Alfredo Sirkis, em OS CARBONÁRIOS não faz por menos quando lembra do tiro certeiro com que Lamarca atinge o segurança do embaixador Giovani E. Bucher, da Suíça, e o mata. Refere-se a quem era chamado de comandante como possuidor de pontaria legendária e “estava ligada a estórias de outros combates”, citando entusiasticamente e com minudência, como exemplo, “sua primeira morte” a do guarda durante um assalto a banco. “Lamarca apoiou o Smith & Wesson de competição na palma da mão esquerda e deu dois tiros rápidos, a mais de 50 metros. Um no queixo, um em cheio no capacete do guardinha, que teve morte instantânea.” Destaca do modelo com quem convivia no aparelho-cativeiro do seqüestrado e concluindo que “via as próprias limitações teóricas e culturais com certo complexo”, até pelas palavras atribuídas como suas: “Eu não tenho nível cultural pra lidar com um embaixador.” (...pagina 293...)
            Os dois autores também discorrem sobre o assassinato a coronhadas do Ten Alberto Mendes Junior da PM de São Paulo pelo grupo de Lamarca. É de estarrecer a leitura de Gorender: “... a guerrilha não tem condições para a guarda de prisioneiros. A norma costume ser a de desarmá-los e libertá-los. O pequeno grupo chefiado pelo ... Lamarca agiu segundo a norma com todos os soldados aprisionados. Menos com o tenente da Polícia Militar surpreendido por uma coronhada na cabeça, desferida pelas costas” (Isto para quem já estava preso. Eram muito românticos, não Guevara? Não, Prestes, como foi com os colegas de farda, dormindo?) “e que o deixou inconsciente,” (Deve ter servido de anestesia, para justificar a consciência deles, escribas e autores) “e morto pelas coronhadas seguintes. ... Um tribunal fictício deu o caráter de julgamento.”
            Gorender reconhece outro gesto abominável: “Não vejo outra maneira de classificar o atentado ao marinheiro inglês David Cutheberg senão como assassinato puro e simples.”
Aprenderam com gente tipo Fidel Castro, grande líder —“comandante” — como o chamam, parceiro de Che Guevara.  Fidel, civil, fardado desde 1959 no poder, após tomar o lugar de outro ditador, Fulgêncio Batista. Agora doente passa o governo de Cuba, por decreto, para o irmão.  Pode isso? Como se explicar tamanha desfaçatez? Chamar de democracia? Servir de exemplo? Modelo para Chávez? 
Será para o Brasil? 
Um desses ídolos, Guevara, é o homenageado pelo Movimento Revolucionário 8 de Outubro, que reverencia a data da sua morte em 1967. Roubos, assaltos, seqüestros, mortes e terrorismo foram as práticas do MR8 à semelhança do que lhes serviu de modelo: Che Guevara.
Presidiu julgamentos sumários culminando pelo fuzilamento de prisioneiros, que assistia fumando charutos.
A argila pode ser a mesma, mas a água que a fez maleável, as mãos e mentes que lhe deram forma estavam impregnadas, manchadas e conspurcadas com o sangue das suas vítimas e os que das atrocidades participaram e ainda estão vivos carregam as imagens do sofrimento que provocaram.
Por Ernesto Caruso, 13/10/2007

A TV do Lula

 


Vem aí a TV do Lula! O Brasil corre o sério risco de lançar na telinha um instrumento a serviço da visão autoritária que setores do governo e do PT têm da comunicação.
Ingênuos os que acreditam que o governo do presidente Lula vá criar uma verdadeira TV pública realmente democrática, infensa à propaganda do ideário do autoritarismo. Exemplos recentes mostram que nem livros didáticos destinados à rede pública foram poupados. Sem o menor pudor, obras custeadas com dinheiro do contribuinte brasileiro estão sendo vilmente usadas como instrumento de propaganda política da pior espécie, abusando da incorreta narração dos fatos para atingir seus propósitos.
Não dá para acreditar em propósitos puros de um governo que tentou o controle da imprensa e jornalistas através de uma legislação de fazer inveja a qualquer coronel Chávez ou Fidel Castro da vida. Essa idéia foi, inclusive, defendida com unhas e dentes pelo então secretário de Imprensa Ricardo Kotscho, que maculou sua biografia, peregrinando pelos meios de comunicação na tentativa de vender uma idéia invedável. Não dá para confiar num governo que tentou esse mesmo controle sobre rádio, televisão e cinema. Foi unicamente a reação firme da sociedade que evitou o desastre. Não dá para acreditar nas intenções de um governo cujo presidente, contra toda a legislação do país, decidiu expulsar um jornalista que escrevera um artigo supostamente ofensivo contra o atual ocupante do Palácio do Planalto.
Tudo indica que essa TV do Executivo está sendo criada como arma de propaganda política e aparelhamento. Fala-se também que servirá para enfrentar o chamado monopólio da Rede Globo e das demais emissoras classificadas pelo jargão esquerdista como pertencentes à "imprensa burguesa". Criada por medida provisória, com presidente, diretoria e um Conselho nomeados diretamente pelo presidente Lula, ninguém há de imaginar uma emissora desvinculada dos interesses políticos do governo e do PT.
Neste momento, espertamente, o governo explora a boa fé ou a vaidade de algumas figuras de destaque do cenário político, econômico e cultural, convidando-os para integrar o Conselho da TV, totalmente nomeado por Lula, na tentativa de dar alguma legitimidade à idéia de que a TV Brasil será uma rede pública e não uma estatal. Aliás, é uma falácia imaginar que alguma vez neste país existiu uma emissora pública de televisão. A TV Cultura de São Paulo é uma pálida tentativa de TV pública. Com altos e baixos, nunca conseguiu se desvencilhar das piores influências políticas, chegando a ser usada acintosamente para propaganda desse ou daquele governador. Aliás, existem poucas TVs públicas no mundo.
Um exemplo raro é a inglesa BBC, British Broadcasting Corporation, sustentada direta e voluntariamente pelos cidadãos ingleses. Mesmo assim, houve momentos na História em que se enredou nas malhas da pior politicalha.
Num país pobre como o Brasil, R$ 250 milhões para o tiro de partida de mais uma TV do Estado é coisa para se pensar. Certamente não escapa ao observador ser esta mais uma tentativa de aparelhamento do Estado, exatamente como querem os grupos da ala mais radical do governo do PT. E essa gente sabe muito bem que a audiência de uma televisão tem a ver com as verbas que a alimentam. Isso derruba a tese de que emissoras estatais estão fadadas à audiência nula. Se Lula o desejar, não faltará dinheiro para contratações milionárias e equipamento de primeira, condições para o estabelecimento de uma plataforma de propaganda política e ideológica, além polpudos empregos e exposição às câmeras, com o objetivo de quebrar resistências de muitos que ainda não aderiram.
Por Boris Casoy
JB On Line 21/10/2007

10.21.2007

Roraima - Onde estavam tantos índios que por lá hoje vivem?

 



Estamos em 1973. O geólogo Wilson Scarpelli estava em Roraima para pesquisar sobre ouro, em uma faixa de rochas que se estendia desde Tepequén, a oeste, até a margem esquerda do Rio Cotingo, já na Guiana. Em seu trabalho, o Dr. Wilson voava de fazenda em fazenda, nalgumas das quais pernoitava por alguns dias, e de onde percorria, a pé, as áreas em que tinha interesse. Nessas andanças, afirma o geólogo, em mensagem enviada a mim, "não vi nenhuma aldeia, mas muita atividade de pecuária e de garimpagem de diamantes". Ele diz mais: "Só vi uns 3 índios, e na fazenda do Sr. Levindo, parente de Juscelino Kubitschek (parente mesmo). A fazenda estava situada à margem direita do Rio Quinô. Os índios tinham ido ao Sr. Levindo em busca de auxílio (comida e remédio)".

Durante sua estada na fazenda do Sr. Levindo, o geólogo testemunhou a presença do repórter Amaral Netto em Roraima, onde estava para realizar um documentário enorme sobre aquela região. O material recolhido por Amaral Netto foi tamanho e o trabalho agradou tanto que o documentário acabou ocupando dois programas de uma das séries semanais da TV brasileira – TV GLOBO - que mais fazia sucesso naquela época: Amaral Netto – o Repórter. No programa, percebe-se que a presença de tribos indígenas naquela região não era tão extensa como se faz, agora, pensar que eram.

Por que? Segundo Wilson Scarpelli, o povo da região dizia que os índios, originariamente, não gostavam de viver nas regiões de savana (vegetação predominante naquela área onde hoje está grande parte da Reserva Raposa da Serra do Sol), justamente porque nestas regiões do Brasil não havia caça de grande porte – além do que, os índios que por lá viviam não tinham o costume da agricultura permanente.

A história desse programa está registrada no site de uma das filiadas da TV Globo – a Rede Amazônica - onde se pode ler que a "primeira experiência efetiva da cidade de Boa Vista com a televisão verificou-se a 29 de dezembro de 1973, quando a equipe do Programa da Rede Globo Amaral Neto O Repórter iniciou as gravações de um documentário sobre Roraima". Aliás, de acordo com o Dr. Wilson, Amaral Netto, em pessoa, esteve na fazenda do Sr. Levindo para filmá-la - na ocasião, o próprio geólogo acabou sendo captado pelas lentes do repórter.

O programa sobre Roraima foi um sucesso em todo o país, menos naquele próprio Território, que, naquela época, ainda não possuía nenhuma emissora de televisão. Foi somente em 1974, quando o coronel-aviador Fernando Ramos Pereira assumiu o Governo do Território Federal de Roraima, é que este anunciou, publicamente, a instalação de uma emissora de televisão, ainda em tempo de oferecer ao povo de Boa Vista as transmissões da Copa do Mundo, que aconteceria em junho daquele ano, na Alemanha. Faltando menos de dois meses para o evento, muitos, é claro, não acreditaram, já que não havia rede de estações repetidoras por perto, além do fato de também não existir nenhum tipo de terminal de satélite em Roraima.

Mas, em menos de trinta dias, o impossível virou realidade! Todas as providências e preparativos foram tomados rapidamente e, no dia 13 de junho de 1974, a logomarca da TV Roraima aparecia nos televisores de centenas de lares, seguida pela imagem do governador de Roraima, que fez um rápido agradecimento ao então Presidente da República, general Ernesto Geisel, aos ministros do Interior e das Comunicações e ao empresário Phelippe Daou - empreendedor que possibilitou os meios para a realização do projeto.

Bem, mas voltando ao que hoje nos interessa, ao contrário do que já foi divulgado, inclusive por mim, em um de meus artigos, na região da Raposa da Serra do Sol não há nióbio, segundo me alertou um militar que conhece muito bem a área e ainda segundo as informações do próprio geólogo Dr. Wilson Scarpelli: "Na área que percorri, vi garimpos de diamantes e sinais de presença de ouro. Infelizmente não havia do tipo de depósito de ouro que eu buscava - que era ouro em conglomerados. Não há depósito de nióbio na Raposa do Sol... Agora, o que pouca gente diz, é que pode haver petróleo ou gás na grande bacia sedimentar do Tacutu, de direção nordeste, a partir de Boa Vista, alcançando a Guiana".

Enfim, é mais um relato de um brasileiro que esteve na região onde hoje está demarcada e homologada a Reserva Raposa da Serra do Sol, e que vem a confirmar o que já vêm dizendo muitos outros brasileiros que não concordam com a justificativa de que havia naquelas terras tantos índios como foi imposto como verdade absoluta e incontestável pela segundo parecer do Incra (e da Funai), para que a tal demarcação fosse determinada em terras contínuas – fato que simplesmente implica no desaparecimento de 3 importantes municípios do estado de Roraima.

Isso para não falar do trabalho que muitas Ongs vêm realizando com os "pobrezinhos e desprotegidos silvícolas". Trabalhos estes que colocam aqueles seres - "objetos de preservação cultural e ambiental" – em contato com que há de mais moderno na civilização ocidental, além, é claro, de transformarem "aqueles ícones da primitividade humana" nos mais ativos empresários de riquezas naturais (sejam elas minerais ou vegetais) e do ecoturismo - todos prontos para receber a "mais câmara de desinteressada" ajuda para administrar suas próprias nações, independentemente do país nas quais elas estejam fisicamente inseridas.

Quem gosta de miséria, de vida dura no meio da selva e de morrer aos 40/50 anos é filósofo esquerdista milionário – no discurso, é claro! Não há nenhum motivo para impingir aos povos de origem indígena uma neo-escravidão-conservacionista, na qual estes seres humanos se vejam obrigados a permanecer prisioneiros da sua história passada, condenados à estagnação, sem direito de buscar o que poderia ser, inclusive, a própria evolução de suas sociedades. Por que ninguém parece olhar a questão indígena sob este ponto de vista?

Ora, porque os índios em si e suas culturas, no final das contas, são as coisas que menos importam - tanto para os estudiosos, cheios de Phd e etc, que acham que devem impor seus sonhos de preservação de verdadeiros "zoológicos indígenas" sobre o que deveria ser o direito inalienável de todos os seres à evolução; bem como para aqueles que pretendem sugar desses povos, livremente, todas as riquezas materiais e também empregá-los como cobaias nas mais irreveláveis pesquisas medicinais e genético-científicas.

Quanto à presença das Forças Armadas na Reserva, a proposta de alguns índios é a de que eles próprios recebam treinamento especial para fazer a fiscalização das áreas de fronteira do Brasil com os países vizinhos (como se pode verificar no quadro acima - à esquerda). Esse pessoal precisa se decidir se quer as reservas para viver como viviam seus ancestrais, para sempre, ou se, afinal, querem uma bela de uma porção de terra - gentilmente tomada de outros milhares de brasileiros que por elas pagaram, pagam e pagarão seus impostos - para viver o sonho de governar, independentemente, seus próprios países, e com eles enriquecer a si próprios e a quem os melhor souber explorar. Está na cara que a segunda opção tem tudo para terminar em desastre - físico, mental e material (para eles e, muito provavelmente, para todos os brasileiros).
Por Rebecca Santoro
Rebecca Santoro é Jornalista.
Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com



10.20.2007

Marcha para a fronteira

Ausência do Estado na Amazônia agrava carências sociais e faz a região ficar sob ameaça do narcotráfico e da biopirataria

Hugo Marques e Roberto Castro (FOTOS)- Amazonas, Acre e Rondônia

INTEGRAÇÃO Índios são comuns na Brigada de Infantaria da Selva, tropa especializada e treinada para o combate na mata

Os olhos de cor verde-esmeralda e os cabelos loiros de alguns índios ianomâmis impressionam os visitantes, uma grande comitiva do governo federal que percorreu a Amazônia nos últimos oito dias. A visita começa na sexta-feira 12, pelo posto do Exército em Maturacá (AM), próximo do Pico da Neblina, a montanha que reduz os homens a moscas em meio a árvores de até 50 metros de altura. “Por que as crianças indígenas aqui são loiras?”, questiona a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. “É a miscigenação, ministra”, devolve um assessor. “O padre era italiano”, brinca um general. A aparente tranqüilidade do posto do Exército esconde vários problemas graves da região. A grande maioria deles decorrente de um único fator: a ausência do Estado. Próximo dali, uma das aldeias abriga 1,2 mil índios, a metade crianças. “Morreram mais de dez crianças ianomâmis este ano de diarréia”, reclama o padre salesiano João Batista da Silva. “Aqui, a Funai e a Funasa não funcionam e as crianças passam fome.” A situação descrita pelo padre anima Dilma a expor as suas críticas sobre o funcionamento interno do governo. Sobra um petardo para um órgão administrado pelo Ministério da Saúde do PMDB: “A Funasa não faz nem ao lado da casa dela, vai fazer aqui?”. No total, a comitiva governamental percorreu 11 mil quilômetros pelos 19 postos do Exército nessa terra esquecida que é a fronteira norte do País.

Próximo de Maturacá, em São Gabriel da Cachoeira, a comitiva depara com outro grande desafio para a região, conhecida como “Cabeça do Cachorro”, no extremo noroeste da Amazônia: o tráfico de drogas. E, novamente, as primeiras vítimas são os índios. Os traficantes começaram a cooptá-los para passar a droga pela fronteira. Nos últimos anos, o tráfico tem migrado para a região de São Gabriel da Cachoeira. Entra pelo rio Negro. Em troca da droga, os comerciantes da região abastecem a Colômbia com alimentos. “O maior problema da região hoje é que os traficantes escolheram um local onde a Polícia Federal ainda está se estruturando”, diz o governador do Amazonas, Eduardo Braga (PSB). “O índio bota um paneiro (um tipo de cesto de vime, com alças) nas costas e anda 15 dias dentro da mata com a droga; eles prestam o serviço.” Só dois policiais federais estão de plantão na cidade, fazendo serviço burocrático em aeroporto.

VAZIO APESAR DO AUMENTO DOS EFETIVOS, AINDA HÁ POUCA PRESENÇA MILITAR NA AMAZÔNIA

Em dois aviões da FAB, a comitiva segue para Querari (AM), dentro da Boca do Cachorro, na divisa com a Colômbia. Mais um posto do Exército. E mais índios nas proximidades. “Estamos esquecidos aqui no Brasil”, reclama o agente de saúde Eduardo Gonçalves. Das seis crianças indígenas que nasceram este ano, uma morreu de diarréia e as outras clamam por nutrição adequada. Do outro lado da fronteira, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) estão a apenas dez quilômetros de distância. Por onde se anda na Cabeça do Cachorro, há cheiro das Farc. Os guerrilheiros entram em território brasileiro como civis. De novo, a troca de alimentos por drogas. Os comerciantes sobem rio acima com açúcar, café, arroz e óleo. E descem com cocaína. “As Farc se abastecem aqui, e a moeda de troca é o tóxico”, diz o comandante militar da Amazônia, general-de-exército Augusto Heleno Pereira, ex-comandante da Força de Paz da ONU no Haiti.

SELVA! NO CORAÇÃO DA MATA, O MINISTRO JOBIM BRINCOU COM BICHOS, VIU A MISÉRIA DOS ÍNDIOS E CONSTATOU AS DIFICULDADES DOS MILITARES NA REGIÃO

Dentro do avião que transporta a comitiva, o general Heleno aborda outro dos problemas identificados pelos militares que atuam na fronteira brasileira: a ação na região das organizações não-governamentais supostamente ambientais. “O governo deu R$ 35 bilhões para as ONGs nos últimos sete anos. E o Exército só recebeu R$ 6 bilhões para investimento no período”, reclama. Para a inteligência do Exército, muitas dessas organizações estão servindo de testa-deferro para fazer biopirataria e preparar as áreas indígenas para a futura exploração de minérios. Além das organizações supostamente sem fins lucrativos com presença nem sempre clara na região, a inteligência do Exército, com o apoio da Polícia Federal, está mapeando milhares e milhares de estrangeiros que passaram a mudar para as cidades fronteiriças da Amazônia. Para fazer o trabalho, os militares se passam por habitantes locais. Em Tabatinga, na divisa seca com a Colômbia, a PF pede que todos os donos de hotéis enviem no final da tarde uma lista com nomes e números de documentos dos hóspedes. Foi com base neste levantamento que foi preso no ano passado o traficante português Márcio Fernandes, com quatro quilos de cocaína na mochila, quando se passava por estudante. “Isso melhorou muito a nossa segurança”, comenta a dona do Hotel Takana, Neide Teixeira. Mas Tabatinga ainda é uma cidade aberta às irregularidades. Os motociclistas que estão sem capacete do lado brasileiro vestem-no assim que entram na Colômbia. Retiram o capacete quando voltam para o Brasil. Essa rotina é a evidência menos danosa da diferença do rigor da lei entre o Brasil e a Colômbia. Um ponto preocupante disso é que os comerciantes colombianos estão comprando vários bares no Brasil para abrir prostíbulos, pela dificuldade que vêm tendo de manter tal atividade do lado colombiano.

Ausência do Estado na Amazônia agrava carências sociais e faz a região ficar sob ameaça do narcotráfico e da biopirataria

Hugo Marques e Roberto Castro (FOTOS)- Amazonas, Acre e Rondônia

A falta de emprego é uma das principais preocupações. Na terça-feira 16, a estudante Caroline Ramos, 14 anos, levava para a escola o filho David, de três meses, por não ter onde deixar o menino. Ela cursa a sétima série na escola pública de Cruzeiro do Sul, no Acre. O marido da garota, Manoel da Silva, está desempregado há cinco anos. “E o pior é que aqui a gente não ganha Bolsa Família”, diz ele. O comandante da Brigada de Infantaria da Selva em Tabatinga, general-de-brigada Carlos Roberto Peixoto, lamenta que não haja perspectivas para uma grande parcela da população que vive nas fronteiras com a Colômbia, Peru e Bolívia. “Precisamos fortalecer a estratégia de resistência, e o grande problema é que a miséria traz vulnerabilidade”, diz o general. Na falta de outras perspectivas, o próprio Exército vira a solução. Mais de 90% dos soldados da fronteira noroeste são índios. Embora a probabilidade seja considerada ainda relativamente pequena, a Amazônia já é considerada pelos militares brasileiros um possível cenário de guerra, pelo interesse econômico e ambiental que hoje representa para o mundo. E a possibilidade de resistência imaginada ali, dadas as condições do território, é de guerra de guerrilhas. Algo semelhante ao que aconteceu na Guerra do Vietnã. Nesse sentido, o Exército aposta muito no aproveitamento de seus soldados-índios: eles conhecem como ninguém a selva; são exímios caçadores e se orientam facilmente pelo sol. Conhecem todos os venenos e remédios da floresta, e lá podem sobreviver por meses e meses com pouquíssimos recursos.

NOVOS TEMPOS A EX-GUERRILHEIRA DILMA INSPECIONA ARMAS AO LADO DE MILITARES

O maestro dessa primeira grande visita do governo às fronteiras da Amazônia é o ministro da Defesa, Nelson Jobim. Durante a visita, a ex-guerrilheira Dilma Rousseff foi recebida pelo Exército com a música A conquista do paraíso, de Vangelis. Jobim levou a tiracolo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Machado, estratégia para tentar sensibilizar a equipe econômica a liberar dinheiro. Carregou os comandantes das três Forças Armadas. Ao entrar nas trincheiras fardado, Jobim lembrava, fisicamente, a figura do coronel Kurtz, vivido por Marlon Brando no filme Apocalipse now. Deu tapas na onça mascote do Exército, segurou macacos, pisou na lama. Em tom levemente ufanista, ele afirmou que os europeus não podem dar lição de moral sobre a Amazônia, já que destruíram todas as suas florestas. Em todos os discursos, o ministro realçava a máxima do herói indígena Sepé Tiaraju, imortalizado no poema épico O Uraguay: “Esta terra tem dono”, repetia Jobim. Em 1750, o herói morreu em defesa da região das Missões. Sepé perdeu a guerra porque não tinha armas. Mas os fuzis do Exército têm 43 anos de idade e alguns batalhões estão racionando alimentos.

Os repórteres viajaram a convite da Força Aérea Brasileira

http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/1982/artigo64463-2.htm



10.19.2007

Liberalismo, nada contra.



            Ser liberal significa crer na dignidade fundamental de todos os seres humanos, dotados que foram pelo Criador de racionalidade para fazer suas escolhas e responsabilidade para arcar com as conseqüências das mesmas. (Prof. Paulo Kramer - UnB)


É fácil desresponsabilizarmos-nos das nossas decisões imputando-as ao acaso ou a qualquer bode expiatório, como à "Zelite", à globalização ou aos chamados "neoliberais", estes que a mencionam nem mesmo sabem o significado da palavra, seguramente são os mesmos que ainda dividem as políticas-econômicas entre a esquerda e a direita, ao contrário de outros mais esclarecidos, de forma mais correta, vão mais além, as definem em função de dois vetores, considerando as liberdades pessoais e econômicas, onde teríamos os totalitários, onde ambas as liberdades tendem a zero, a esquerda onde a liberdade econômica tende a zero, a direita onde as liberdades pessoais tendem a zero e finalmente os liberais, onde tanto a liberdade econômica como a liberdade pessoal tendem a ser máximas, porém limitadas pelo Estado Democrático de Direito.
 
Tanto a direita, quanto a esquerda, quando se colocam em prática, tendem ao totalitarismo, pois não se sustentam, como foi o caso do Brasil em sua história mais recente, ou como será caso o apedeuta seja reeleito.
 

            “Não se conhece nação que tenha prosperado na ausência de regras claras de garantias ao direito de propriedade, do estado de direito e da economia de mercado.” (Prof. Ubiratan Iorio de Souza)

 
Abraços,
 
Gerhard Erich Boehme
gerhard@boehme.com.br
(41) 8411-9500
 
 
Políticas (neo)liberais?
Arthur Chagas Diniz

Tenho lido, com alguma surpresa, que alguns colunistas respeitáveis se referem às políticas econômicas de Lulla e de Fernando Henrique como sendo neoliberais e, por isso, hostilizadas pelas esquerdas, tanto a que integra o governo atual como a dos petistas. Noto, com certa estranheza, que os colunistas tendem a concordar com essas análises, não necessariamente se aliando às críticas da esquerda.
Em primeiro lugar, estranho muito ser chamado de neoliberal. Ninguém, até hoje, me disse, com clareza, a diferença entre “neoliberal” e “liberal”.
Voltando ao caso das políticas econômicas dos dois governos alcunhados de neoliberais, não vejo como aceitar o cognome. O que os dois governos fizeram foi combater a inflação, sabidamente um benefício para as classes sociais de baixa renda. O combate à inflação não é de esquerda nem de direita. A forma com que se combate a inflação sim, pode ser liberal, fascista ou comunista. Por exemplo, nós, liberais, acreditamos que a liberdade é o bem maior, que a economia de mercado dá aos cidadãos direito a um referendo diário quando compramos bens e serviços. Nós acreditamos que um Estado pequeno, mas forte, é necessário. Para isto, é indispensável a existência das instituições fortes como a justiça, a segurança, o mercado, enfim, o Estado de direito. Todos devemos ser julgados de maneira igual por crimes iguais. Não é isso que existe aqui.
Voltando ao problema econômico, antes de definir qualquer orçamento, é preciso que se defina, com precisão, o que cabe ao Estado. Nós liberais acreditamos que o Estado só deve fazer o que os cidadãos não podem. Há regras claras para se definir isso. Nós também achamos que o Poder deve estar perto do indivíduo. Assim, o município deve ter preferência na realização de tarefas que o indivíduo não possa fazer. As unidades estaduais, preferência em relação à União. Não é nada disto o que vem acontecendo. O Estado, a quem cabe prover a segurança dos cidadãos, se preocupa em monopolizar uma educação de má qualidade e um ensino pior ainda. A qualidade do ensino público só melhora na Universidade porque nela estão os formadores de opinião pública e um seleto público votante.
Se a política fosse “neoliberal”, os impostos seriam muito menores, os indivíduos teriam poupanças individuais e seriam, naturalmente, investidores. Nós pagamos mais de 40% do PIB a título de impostos e contribuições. Essa percentagem só vem subindo na era dos esquerdistas (Lulla e FHC). A esquerda, ao contrário dos liberais, gosta de engenharia social e participação na vida pessoal dos cidadãos.
Por favor, senhores colunistas, não adjetivem as políticas de FHC e Lulla de neoliberais. Nem eles nem nós gostamos do equívoco.
 
Presidente do Instituto Liberal
 
O Que é o Instituto Liberal?
- Acesse: http://www.institutoliberal.org.br/instituto.asp

10.13.2007

REVANCHISMO LEVA TRIBUNAL COMUNISTA ARGENTINO A CONDENAR UM PADRE À PRISÃO PERPÉTUA


FONTE: NOTALATINA

Comentários e traduções: G. Salgueiro

Um fato insólito, perverso e demoníaco acaba de ocorrer na Argentina, com a condenação à prisão perpétua do Padre Christian Federico Von Wernich, pelo “crime” de ter sido durante a ditadura dos anos 70-80 Capelão da Polícia de Buenos Aires. Este caso arrasta-se há 4 anos, desde os quais o Padre Von Wernich esteve preso mesmo antes do julgamento, na penitenciária Marcos Paz.



A perversidade dessa condenação reside em que a perseguição revanchista que vem ocorrendo em toda a América Latina, de modo especial na Argentina, aos que combateram o comuno-terrorismo que se instalara no continente, a ordem era condenar o padre de qualquer maneira e assim obedeceram docilmente os subservientes magistrados que o julgaram.



Foi, durante todo o tempo, um julgamento parcial, uma farsa patética que, mesmo levando meses para se chegar ao veredicto, seu resultado já era conhecido como nos “julgamentos” dos tribunais revolucionários em que a condenação precede o julgamento. Como nos tempos de Stalin; como nos tempos dos fuzilamentos em Cuba por Fidel e Guevara; como na China Comunista, no Vietnã, na Coréia do Norte e no Irã, com a única diferença de que levou anos para ser concluído.

Na ocasião em que foi preso, uma testemunha de acusação, Julio Jorge Enmed, que também estava preso por crimes políticos, foi subornado pela CONADEP para depor falsamente que o Pe. Von Wernich participou de tortura e seqüestro de presos-políticos, em troca de sua liberdade como réu comum, uma quantia em dólares e exílio em outro país. Como a promessa não foi cumprida, Enmed retratou-se em juízo contando todo o fato mas este seu depoimento foi retirado do processo; coincidentemente depois desta retratação, Julio Jorge Enmed morre em um “atropelamento de carro” e com ele seu testemunho de que mentira sobre as acusações feitas ao Pe. Von Wernich.

Como se tudo isto já não fosse criminoso demais, durante as audiências que começaram em maio deste ano, o juiz que conduzia o caso proibiu a entrada da Srª Cecilia Pando, (esposa do Major Mercado) na sala de audiências porque ela vestia uma blusa com a foto de um militar assassinado pelos terroristas ERP/Montoneros, por EXIGÊNCIA da bruxa comunista Hebe de Bonafini que considerou isto como “uma afronta”. Entretanto, este mesmo juiz permitiu, durante todos os meses em que durou o martírio do julgamento do Pe Christian, a presença no mesmo recinto das comunistas agremiações “Mães” e “Avós da Praça de Maio” que afrontavam os presentes com aqueles ridículos panos brancos na cabeça, com cartazes pedindo a condenação de todos os “terroristas de Estado” e gritando palavras atentatórias ao Pe. Von Wernich.

Durante todo este calvário o Pe. Christian só contou com o apoio dos grupos de Militares e familiares das vítimas do terrorismo. O chefe do Exército, Gen Roberto Bendini, declarou ao final do julgamento que “hoje, ‘somente’ através da Justiça pode-se iniciar um caminho que leve algum dia os argentinos à reconciliação nacional”, numa clara alusão à sua satisfação com o veredicto, sendo ele reconhecidamente de esquerda e bajulador de Kirchner.

De todas as punhaladas e pedradas que recebeu, entretanto, a mais traiçoeira e mortal veio da própria Igreja Católica, através do Comunicado da Comissão Nacional de Justiça e Paz que em nenhum momento abriu sua boca ou fez pronunciamentos para defender o Padre Von Werniche que só agora, depois de sua condenação perpétua, emite uma nota repugnante acreditando na “justiça” feita aos “jovens idealistas”. As vítimas e familiares desses terroristas que vão se danar, junto com o Padre Christian! Reproduzo abaixo a nota para que se perceba que também lá há duas igrejas: uma de Cristo e outra de Marx. É a esta que pertence a tal “Comissão de Justiça e Paz”.

“Ante o veredicto do tribunal que julgou o sacerdote Von Wernich, a Comissão Nacional de Justiça e Paz quer manifestar sua dor e seu pesar por todas aquelas ações diretas, em colaboração ou cumplicidade, que alguns integrantes da Igreja Católica puderam levar a cabo e que possibilitaram o seqüestro, a tortura e o desaparecimento de pessoas durante uma ditadura militar no país.

Queremos expresar nossa solidariedade com todas as vítimas desse período de nossa história e esperamos que a ação da justiça possa atuar como reparação e consolo para os sobreviventes, seus familiares e a de todos os desaparecidos.

E em nosso compromisso com o presente e olhando para o futuro para afiançar um espaço de amizade e diálogo entre os argentinos, que permita nos converter ‘de habitantes a cidadãos’, queremos afirmar que a violência, em qualquer de suas expressões, não é cristã nem evangélica e muito menos se não respeita os seres humanos e seus direitos elementares.

Que frente ao imperativo de que a justiça busque a verdade sobre o passado, o desafio de projetar uma nação sem excluídos nos ajude a encontrar os caminhos de encontro e reconciliação que tornem possível na justiça e na paz, a construção de uma pátria de irmãos.
Comissão Nacional de Justiça e Paz”.

A indignação com esta nota foi tão absurdamente grande, que amigos do Padre Christian Von Wernich disponibilizaram os e-mails dos bispos do Arcebispado 9 de Julho e eu os indico aqui também, porque esses servidores de Satanás foram piores do que Pilatos, uma vez que duante o julgamento entregaram seu servidor à própria sorte e no final, ainda se regozijaram com o infortúnio da vítima, pranteando os seus algozes. Segue abaixo os nomes, e-mails e telefones para quem quiser se dirigir a esta malta de INIMIGOS de Cristo:

arzobispado@arzbaires.org.ar – telefone: 4-343-0812;
Arcebispado de 9 de Julho – Monsenhor Marín de Elizalde - obispado@morea.dataco23.com.ar – Fone: 02317-42262.



Uma das cartas visivelmente indignadas foi a do Ten Cel Emilio Nani, herói da Guerra das Malvinas e do ataque ao Quartel La Tablada onde foi gravemente ferido e perdeu um olho (na foto com o tapa-olho), a qual reproduzo abaixo pois é de todas a mais contundente e reveladora. Quero, todavia, disponibilizar aqui o endereço do blog do Padre Christian e seu e-mail, onde vocês podem deixar uma mensagem de apoio. Em caso de enviar mensagem por e-mail, solicito que o façam em letras grandes porque ele tem dificuldades de vista. No blog você terão acesso à mensagem que ele escreveu após o veredicto que eu ia reproduzir e que muito me emocionou, mas preferi dar ênfase à do Cel Nani que me chegou depois e não está acessivel noutra publicação.

Antes de encerrar meus comentários, completamente consternada com esta injusta condenação, lembro dos dois últimos versículos das “Bem-Aventuranças” (ou Sermão da Montanha) que deve estar sempre presente em nosso espírito, de cada um de nós que, por Cristo, lutamos contra o demônio do comunismo:


“Bem-aventurados sereis vós, quando vos insultarem e perseguirem,
e mentindo disserem todo gênero de calúnias contra vós, por minha causa.
Exultai e alegrai-vos! Porque será grande a vossa recompensa no Reino dos Céus!”



É isto que direi ao Padre Christian Federico Von Wernich. Anotem: http://www.padrevonwernich.blogspot.com e christianvonwernich@gmail.com. Fiquem com Deus e até a próxima!

****

Senhor,
Bispo de 9 de Julho
Mons. Martín de Elizalde

De minha maior consideração:

Com estupor li no diário “Clarín” do dia 10, que uma nova iniqüidade se estaria por cometer com o Reverendo Padre Christian Von Wernich, desta vez pela mão da hierarquia eclesiástica, que longe de demonstrar a grandeza inspirada em Nosso Senhor Jesus Cristo, se somaria à chusma sedenta de sangue e repleta de ódios, rancores e sede de revachismo.

Fazer eco a um veredicto de um tribunal popular disfarçado de justiça, pelo qual desfilaram mendazes testemunhas aos que se lhes deu crédito de veracidade em suas repugnantes declarações, não faria mais do que convalidar o quão afastados estão os bispos da grei católica e o quão próximos se encontram de seus inimigos.

Expliquem-me o por quê de resposta tão veloz quando guardaram ominoso silêncio ante os crimes do padre Antonio Puigjané, contra o qual não só não se tomou nenhuma medida, como o cobiçaram e protegeram.

Expliquem-me o silêncio ante os crimes cometidos pelas organizações terroristas, como por exemplo os do Exército Montonero – do qual o padre Adur foi seu capelão - , ou as cumplicidades – entre outros – dos padres Mujica, Vernazza, Carbone, Capitanio, Cuberly, os irmãos Dri, os chamados padres palotinos, as monjas francesas, ou dos bispos Hesaynne, Novak e de Nevares, apenas para mencionar uns poucos, que não só convalidaram as mais de 20.000 ações perpetradas por elas na década de 70 (assassinatos seletivos, seqüestros, atentados com bombas, subjugação de cidades, unidades militares e delegacias, etc.), ao não emitir jamais a menor condenação e se foram severos críticos das ações das FFAA, em cumprimento de claras ordens governamentais.

Monsenhor, eu jamais senti ódios, apesar de ter sobejos motivos para isso: no ano de 1977 tentaram seqüestrar minha filha mais velha quando tinha apenas 5 anos de idade – coisa que jamais se apagou de sua mente - ; durante os anos 70 minha família foi vítima de graves ameaças e, como broche de ouro, em 23 de janeiro de 1989, durante a recuperação do Quartel de La Tablada atacado pela organização terrorista Movimiento Todos por la Patria, conduzida, entre outros, pelo padre Puigjané, estive a ponto de perder a vida ao ser gravemente ferido. Não satisfeitos com isso, estes “jovens idealistas” conduzidos por essa caricatura de sacerdote, não vacilaram em voltar a ameaçar minha família aproveitando-se das circunstâncias de encontrar-me internado em UTI. Hoje, como conseqüência das condutas ambíguas (ou talvez não tão ambíguas) de uma sociedade hipócrita – da qual o clero faz parte –, tenho o temor de começar a ter sentimentos que não quero albergar em meu espírito.

Depois dessas vivências, com tristeza e consternação, vejo que depois de tantos anos de silêncio os bispos decidiram rompê-lo, porém não para exigir a Verdade, como pediu o Cardeal Bergoglio, mas para referendar a mentira.

Ao proceder desta maneira, não farão mais do que agregar mais ressentimento ao que, desde 25 de maio de 2003, se veio fomentando desde os mais altos níveis dos poderes do Estado.

Que espécie de bispos são que, para reconciliar-se com a chusma terrorista que atacou a sociedade argentina, não vacilam em somar-se aos ataques contra os que a defenderam?

O que os faz converter-se em seres especuladores e complacentes que, para disfarçar os encargos de supostas cumplicidades com os que cumpriram com o sagrado dever de defender a Pátria, há mais de 30 anos, não duvidam um instante em aduzir ou demonstrar coincidências ideológicas com os que a atacaram?

Em que se converteram que não vacilam em agradar os terroristas enquistado nos poderes do Estado?

Que confiança podemos ter nesta categoria de pastores que têm um discurso diferente para cada circunstância?

Se o Sr. é capaz de dar respostas a estas perguntas, as receberei com muito gosto.

Creio que chegou o momento de definir de que lado estão, tirando definitivamente a máscara: se do lado dos que impulsionaram a agressão marxista e atacaram sistematicamente a Santa Igreja Católica Apostólica Romana ou do lado dos que jamais nos fastamos dela.

Atenciosamente,

Emilio Guillermo Nani
Tenente Coronel (R)
Veterano de Guerra

10.10.2007

CARTA AO SENADOR PEDRO SIMON


Fortaleza, 09 de outubro de 2007
 
Excelentíssimo Senhor Senador Pedro Simon
 
            Mais uma vez chego até à presença de Vossa Excelência para levar, além de nossa admiração e apreço, nossos cumprimentos ao nobre Senador, pela posição austera e correta que vem tomando nesse vergonhoso momento do nosso Senado, que envergonha a Nação. Um senhor Senador (com S maiúsculo), que honra o Senado da República. E fazemo-lo inclusive para lembrar um pouco do passado.Talvez seja um pouco longa esta carta, mas necessária.
Recordo-me de me encontrar ao lado do Senador na Instalação da CEI no sério governo de ITAMAR FRANCO, quando não se comprava deputado nem senador. E, depois, aqui em Fortaleza, quando V. Exa. pensou em ser Presidente da República e não conseguiu por não ter apoio do seu próprio Partido. À ocasião, tive a audácia de falar, afirmando que o nosso País sofre de duas grandes graves doenças: CORRUPÃO E MEDIOCRIDADE. Como V. Exa., com seus defeitos (que todos os temos, pelo menos para os nossos inimigos) e virtudes, não é possuidor dessas qualidades negativas, que ornamentam a cabeça da maioria de nossos políticos, o que tem de ser expelido do ambiente atual da politicagem brasileira, pois torna-se um obstáculo. Exatamente como ocorreu agora, que lhe sacaram da CCJ. Eis a razão desta carta que farei pública, via Internet.
            Assisti a V. Exa. falando em homenagem ao Dr. Ulisses. Vi V. Exa. fazer justiça ao Gen. Figueiredo quando afirmou que tinha saído para uma visita ao Dr. Tancredo. Vi que deu razão ao mesmo quando não quis passar a faixa presidencial ao Dr. Sarney, pois, quem deveria assumir era o presidente da Câmara, realizando-se nova eleição. São coisas passadas e agora bem esclarecidas.
            Logo, V. Exa. abordou o seu possível afastamento e o do Senador Jarbas Vasconcelos da CCJ, por ato de seu líder. Logo vi o ato se concretizar no fim da Sessão de 4 de outubro último. V. Exa. foram expulsos da CCJ por contrariarem interesses mesquinhos e inescrupulosos que irão mudar o rumo de nossa história. V. Exa. permita-me abordar alguns assuntos que me motivam a esta carta.
            Primeira parte.
V. Exa., sempre que pode, faz críticas às ações dos militares no período entre 1964-1985. Medite o nobre senador sobre o que segue.
                        - Evitou-se, com a Revolução - ou contra Revolução de Março de 1964 (como queiram), a implantação de uma ditadura à moda CUBA, extensão da russa, no nosso País. Nunca um golpe para tomar o Poder e dele usufruir; foi uma revolução na administração do País. São autores como LUIS MIR (A REVOLUÇÃO IMPOSSÍVEL) e JACOB GORENDER (COMBATE NAS TREVAS) que V. Ex. precisa ler, se ainda não o fez, para conhecer a verdade. Senador. Os presidentes souberam honrar o cargo.
                        - O perigo que o mundo correu com a revolução estudantil com origem na SORBONNE em 1968, na França, tão bem sintetizada pelo atual Presidente Francês – SARKOZY – que afirmou magistralmente: “Não vamos permitir a mercantilização de um mundo onde não há lugar para a cultura: desde 1968 não se podia falar da moral. Impuseram-nos o relativismo.
A idéia de que tudo é igual, o verdadeiro e o falso, o belo e o feio, que o aluno vale tanto quanto o mestre, que não é permitido dar notas para não traumatizar o mau estudante.
Fizeram-nos crer que a vítima conta menos que o delinqüente. Que a autoridade estava morta, que as boas maneiras haviam terminado. Que não havia nada sagrado, nada admirável”.
Era o slogan de maio de 68 nas paredes da Sorbone: ¨Viver sem obrigações e gozar sem trabalhar¨.
 
Como o Brasil vive sempre 50 anos atrasado nos campos das idéias, em relação ao que se passa no mundo, a nossa esquerda ainda ignora, ou faz por ignorar, que o muro de BERILIM caiu.
                        - Não foram os militares que começaram a guerra civil. V.Exa. deve lembrar-se de que a bomba no Aeroporto dos GUARARAPES (1966) deu a partida para a guerrilha urbana e rural. Matou um jornalista, pai de cinco filhos, que nunca foi lembrado pela Comissão de Anistia, que só se lembra de beneficiar terroristas e outros bandidos.  Vou repetir o que diz JACOB GORENDER: “a esquerda brasileira de inspiração marxista pegou duas vezes em armas. Em 1935 e em 1968-1974”. “Organizações de esquerda praticaram atos aqui expostos sem subterfúgios: atentados a bombas e armas de fogo, assaltos a bancos, seqüestros de diplomatas e de aviões, matança de vigilantes, policiais e elementos das Forças Armadas, justiçamento de inimigos, guerrilhas urbana e rural”.  Eles não fizeram isto para implantar uma democracia e sim para implantar uma DITADURA do PROLETARIADO. É preciso se acabar com esta idéia de que eles eram santos.
                        - Lembramos ao nobre senador que os assassinos de ontem, ao chegarem ao PODER de hoje, estão envolvidos no ASSALTO AOS COFRES PÚBLICOS e até em assassinatos. Os escândalos estão aí e V. Exa. os conhece. Seu partido nunca o deixou que fizesse parte de nenhuma CPI, pois sabem que V. Exa. não votaria a favor de ladrões da coisa pública.
                        - V. Exa. sabe, muito bem, que, com erros e acertos, o período militar foi benéfico ao nosso querido Brasil e não vou citar o que foi feito, pois, toda Nação é conhecedora do desenvolvimento em todos os campos do poder.
                        -  E, finalmente,  tivemos  a anistia que muitos não queriam que fosse extensiva aos que estavam fora do País  (MIGUEL ARRAES – BRIZOLLA e outros). Lembre-se que o presidente Figueiredo reagiu: “LUGAR DE BRASILEIRO É NO BRASIL”, recordando-se do que sofreu o seu pai, quando se exilou por força da ditadura Vargas. Meu caro Senador: leia a BATALHA DA ESPANHA e agradeça aos militares brasileiros o que fizeram pelo Brasil. Faça Justiça. Vamos ao presente e deixemos a história passada.
            Segunda parte.
Estamos assistindo à destruição da única e última Instituição que poderia fazer frente à implantação de uma REPÚBLICA TIPO CHÀVEZ no Brasil. O SENADO seria esta Instituição mas o caso RENAN caiu como uma maldição. V. Exa. poderá discordar, mas apenas pedimos que pense um pouco. Vamos aos fatos que estão acontecendo no País, que provam esta assertiva:
            - Posse no Ministério da Justiça de um homem capaz de fazer do Ministério uma alavanca política para a manutenção do PODER. Veja o que o primeiro ministro da justiça do governo atual tudo fez para encobrir, defender, desqualificar todos os crimes cometidos pelos artífices do plano de se manter no PODER.  Aloprados, dólar na cueca, mensalões, Francenildos e etc. com a blindagem da figura do presidente da República.
            - Desenvolvimento de uma propaganda dirigida pelo Ministério da Educação, tentando conquistar as mentes dos jovens e mestres para grandeza do socialismo (comunismo), distorcendo a verdade da história do Brasil e do mundo. Deve ser do conhecimento de V. Exa. a distribuição de livros pelo MEC que pregam as idéias de condenação do capitalismo e louvação do marxismo. Mande seus assessores conseguirem a “NOVA HISTÓRIA CRÍTICA” e o PROJETO ARARIBÁ. Do primeiro foram distribuídos 750.000 e do segundo 1.985.670 exemplares, custando o segundo a importância de R$5.631.932.,50. Loas são cantadas às revoluções cubanas, chinesas, russas etc.
            - Desmoralização das Forças Armadas. Elas precisam ser mostradas como nocivas aos interesses da Nação Brasileira. Vejam o que deu o esvaziamento da Aeronáutica com a crise aérea e já com reflexos no exterior. A falta de verbas para a Marinha, ameaçada de extinção em 2025 e com insinuações de que precisamos de uma guarda Costeira. A retirada das Forças Armadas do que prescreve o artigo 142 da Constituição que determina serem elas as responsáveis pela manutenção da lei e da ordem com a criação de uma falsa Força de Segurança Nacional, não prevista no texto constitucional, para que o Ministério da Justiça tenha o Poder de reprimir pela força. Nomeação de Ministros da Defesa fracos para que não tenham nenhuma influência no campo político. Hoje, o PODER MILITAR não é levado em consideração num país da extensão territorial do nosso. A AMAZÔNIA só não está abandonada, porque as Forças Armadas lá estão fazendo das tripas coração, como diz a sabedoria popular, resguardando a soberania nacional.
            - Fortalecimento e estímulo do MST que será o braço armado face a qualquer reação da sociedade brasileira quanto ao estado de coisas existente no Brasil atual. O incrível é que comentem barbaridades, inclusive no seu Estado, RS, e tudo é visto, mas não reprimido. A lei, inclusive a maior, - a Constituição - não valem para eles. Todos com medo. O governo federal insuflando e os estaduais acuados e acovardados ou mesmo coniventes.    
            -  Fortalecimento do Ministério da Justiça comandando a FSN, e a PF, ou influindo na ABIN, na Secretaria de Política de Segurança Pública projetando um ministro que se diz: marxista, leninista e granmisista, e sabendo que é o responsável pelo domínio do PODER político. 
            -  Aumento assustador de verbas para propaganda do governo e com a ajuda do dinheiro das estatais, tudo centralizado no Palácio da Alvorada e, também,  criação da TV Estatal do Poder Executivo Federal. Não é que estejamos contra este ou aquele, mas lembramos que o chefe de toda esta máquina poderosa é um ex-terrorista que planejou o seqüestro do EMBAIXADOR AMERICANO nos tempos dos governos ditos militares.
            -  Todas as dificuldades possíveis para se instalar a CPI das ONGs, para se evitar um escândalo maior do que o do mensalão. Foi dinheiro roubado aos borbotões.
            -  Propaganda do número 3 pelo Banco do Brasil. Qual o significado para o Banco desse número? Logo em seguida a cidade de Brasília é coberta de cartazes com insinuações de um 3º mandato. E o presidente que já disse que não ficaria mesmo que o povo pedisse, acaba de declarar, provocado por um jornalista, que “Quem sabe?” E que tudo faz para conquistar mais votos: além do Bolsa Família, está prometendo contratar mais 90.000 servidores públicos, quando as repartições estão lotadas de gente sem fazer nada.
            -  Colocar a CPMF como a coisa mais importante para o governo e por trás trabalhar com inteligência para dominar o SENADO, apoiando o seu presidente nos processos a que está sendo submetido. Que foi salvo pelo Partido do Governo. Será que o senhor não entendeu que com isso se preparam para uma reforma Constitucional onde a peça chave é o presidente do Congresso, que agora fica em sua mãos? Veja aí o PT pretendendo que se acabe com o Senado.
            -  A Câmara dos Deputados a tudo se curva. Uma verba ali, um cargo acolá, e tudo se resolve. O problema é o SENADO. A MAIORIA é pequena, logo é necessário dobrar os senadores mais fracos. A estratégia já começa. Alguns que pareciam firmes na oposição, mudaram de barco por emprego de parentes ou verbas orçamentárias dirigidas e bem dirigidas. 
            -  É preciso fortalecer os amigos, os cegos e o governo nas eleições de 2008. Será um trator passando por cima de tudo. É preciso alimentar inocentes úteis enchendo a vaidade para depois derrubá-los.
Finalmente vão destruir todos os senadores que ainda são dignos de estarem na casa de RUI BARBOSA. V. Exa. e Jarbas Vasconcelos são os primeiros. Outros virão. A esquerda não tem nenhum escrúpulo para se manter no PODER. Mataram 100 milhões em outros terreiros e continuarão matando, até seus “companheiros” se isso lhes convier.
Dominado o SENADO, salvo o PRESIDENTE do mesmo, fortalecido o Governo nas eleições de 2008, aumentado o PODER DO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, reduzidas as Forças Armadas e conquistando as mentes do jovens e dominado todo o sistema de Comunicações, virão a REFORMA CONSTITUCIONAL e o 3º mandato, à medida do exemplo venezuelano.  
 
Meu prezado Senador. Dois obséquios lhe peço:
 
            - Leia, com urgência, os seguintes livros: CAMARADAS de William Waach: GUERRA CÍVIL de Luis MIR; STALIN – A CORTE DO TZAR VERMALHO de Simon Sebag Montefiore; MAO – A HISTÓRIA DESCONHECIDA de Jon Halliday e Jung Chang: STALIN de Dmitri Volkogonov; O DIÁRIO DE NINA de Nina Lugovskaia; CORTAR O MAL PELA RAIZ! de Stéphane Courtois; a VERDADE SUFOCADA de Carlos Alberto Brilhante Ustra  e  O LIVRO DE OURO DAS REVOLUÇÕES de MARK ALMOND;
            -  Acuse o recebimento desta carta, em e-mail,l e não esqueça que “o apego obstinado ao poder simboliza o bloqueio do regime ao progresso e à esperança”.
Receba os cumprimentos do GRUPO GUARARAPES, QUE NÃO É DE ESQUERDA, CENTRO OU DIREITA, MAS AMA O BRASIL, ASSIM COMO VOSSA EXCELÊNCIA.
Tenho certeza de que o Rio Grande do Sul não o abandonará bem como Pernambuco ficará ao lado de JARBAS VASCONCELLOS. São Estados que têm a alma brasileira cheia de amor pela Pátria. E que foram fundamentais na formação histórica do BRASIL! E que são exemplos a seguir.
 
Com o respeito e a admiração do
General de Divisão Reformado FRANCISCO BATISTA TORRES DE MELO.
 
PS. Estou me permitindo enviar uma copia ao Senador JARBAS VASCONCELLOS