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Agradeço as oportunas e coerentes intervenções dos comentaristas criticando o proselitismo irresponsável do globoritarismo apoiado pela mídia amestrada banalizando as Instituições e o Poder do Estado para a pratica sistemática de crimes. Os brasileiros de bem que pensam com suas próprias cabeças ja constataram que vivemos uma crise moral sem paralelo na historia que esgarça as Instituições pois os governantes não se posicionam na defesa da Lei e das Instituições gerando uma temerária INSEGURANÇA JURÍDICA. É DEVER de todo brasileiro de bem não se calar e bradar Levanta Brasil! Cidadania-Soberania-Moralidade

6.14.2015

Jo o decadente


Por Paulo Chagas




Caros amigos: Permiti-me assistir, nesta madrugada, a entrevista concedida pela Governanta Dilma Rousseff ao nosso velho e decadente "Gordo" Jô Soares.




Sem índice no IBOPE, Jô se vê obrigado a vender seu espaço ao promotores da propaganda do não menos decadente Governo Federal.




Transpirando hipocrisia, sorridente e desenvolta, olhando ao redor e poucas vezes aos olhos dos telespectadores, a Governanta não teve qualquer pejo para reafirmar que a sua solução para os problemas criados pelo populismo, pela demagogia, pela falsidade, pela mentira, pela omissão, pela corrupção, pela desonestidade e pela incompetência do seu governo será o aumento dos impostos e a recessão, sem qualquer corte de gastos ou redução da paquidérmica máquina estatal.




Faltou-lhe o que nunca teve, humildade para admitir a sua responsabilidade pela quebra financeira e moral do Brasil. Falou dos fracassos como se eles tivessem ocorrido apesar dela e não por sua máxima culpa.




Dilma propõe-se a cobrar da sociedade a reposição do dinheiro que ela própria jogou na lata de lixo dos investimentos eleitoreiros e nas contas bancarias dos canalhas que se serviram da carapaça da sua arrogância para engordar contas bancarias no exterior.




Se o Brasil fosse um país sério e se os brasileiros tivessem cultura para fazer valer seu poder constitucional, a Sra Dilma Rousseff já estaria, há muito, respondendo na justiça pela forma com que tem gerido o país e, com certeza, a entrevista teria  sido gravada na Papuda ou em uma penitenciária do Paraná e não sob os arcos do Palácio da Alvorada.




Jô Soares iniciou a conversa mostrando-se indignado com o despropósito da rejeição do eleitorado brasileiro à governanta recém reeleita, como se não tivessem havido as mentiras, como se a vaca não tivesse tossido e como se a verdade sobre a situação financeira do país não tivesse sido criminosamente escamoteada por "pedaladas" contábeis.




Procurando amolecer o coração da escassa assistência, Jô lembrou o tempo em que a hoje governanta cumpria pena por atos de terrorismo, ocasião em que ela, não tendo nada para ler, compartilhou com seus camaradas apenados a leitura de uma Bíblia. Logo ela, comunista, que tem a religião como o ópio do povo! Tudo com a ajuda de um Soldado da Polícia do Exército, oriundo de Santa Catarina, que, por ter sido descrito como alto, forte, loiro e de olhos azuis, não mereceu do outrora engraçado humorista a adjetivação pátria de "brasileiro", mas de "catarina"!




Dilma confessou na entrevista a complexidade da sua incompetência, ao afirmar que fez "tudo o que podia" para que a "crise de 2008" não atingisse o Brasil. O que temos hoje a enfrentar - recessão, inflação, desemprego e todas as consequências desses males da gestão irresponsável - provam seu fracasso e não a eximem de culpa.




Pôs na adversidade climática toda a responsabilidade pela crise energética, sem mencionar uma só vez a falta de investimentos em infraestrutura para sustentar uma demanda naturalmente crescente que acabou por "secar o Brasil"!




Disse que reduziu a pobreza, só "esqueceu de lembrar" que o fez por decreto e pela distribuição demagógica de esmolas. Com certeza não sabe que a redução da pobreza se faz pela criação de empregos e de renda e não pelo compartilhamento da renda dos outros, dos que trabalham, produzem e pagam os impostos.




Dilma afirmou, sem rubor, que o programa "Mais Médicos" resolveu 80% dos problemas de saúde dos brasileiros, ou seja, a carnagem nos hospitais públicos que diariamente é denunciada pela imprensa ainda livre representa apenas 20% dos problemas de saúde para os quais o governo ainda não deu solução. Santa hipocrisia!




Finalizou afirmando que apenas 4 ou 5 maus funcionários da Petrobras foram os responsáveis pela bancarrota da maior empresa nacional e que não conhece todos os seus 39 ministros, embora considere a todos como de suma importância, tendo citado como superlativos os ministérios da pesca, da igualdade racial e da mulher. Ou seja, se estes não podem ser suprimidos ou absorvidos, nenhum será, assim como nenhum gasto público será reduzido.




Em resumo, a entrevista serviu para que o Sr Jô Soares demostrasse a sua simpatia pela Sra Dilma Rousseff e para que ela, mais uma vez, contasse suas lorotas e mandasse um recado aos brasileiros:




"Preparem-se para continuar a apagar a conta da gastança, da demagogia e da incompetência!"




Eu pergunto aos Guardiões da Lei e aos Senhores Congressistas:




Até quando?





Paulo Chagas, General de Brigada na reserva, é Presidente do Ternuma. =Nenhuma ditadura serve para o Brasil=


















   






















 









5.07.2015

Carta Aberta

EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO  E AO  SUPREMO  TRIBUNAL FEDERAL
Ministro Teori Zavascki
CARTA ABERTA
Sempre fui defensor ardoroso do PODER JUDICIÁRIO. Aprendi com meu
professor de direito, na ESCOLA MILITAR DE RESENDE, que, qualquer sociedade
organizada tem seu pilar principal, no CUMPRIMENTO DA LEI. Sem lei ou a não
existência de quem a defenda sofrerá a influência da demagogia, do
populismo, que são formadores do caos.
Estamos vivendo o caos e a falência do Poder Judiciário. Há Poder
Judiciário para defender poderosos e, não, para defender a sociedade
brasileira. Diariamente, estamos assistindo a assaltos aos Cofres da União,
dos Estados e dos Municípios. Não são quantidades pequenas, chegando aos
bilhões de reais ou mesmo de dólares. Este dinheiro falta na saúde e os
ladrões estão soltos, quando cometeram um crime hediondo. Roubaram o seu
povo.
Estamos assistindo à desgraça da mentira prevalecer nos processos,
derrotando a verdade. A MENTIRA é o maior câncer de uma sociedade. Como
pode uma pessoa ir depor no SENADO FEDERAL e ter garantido o direito de
ficar calado? Ela pode ficar calada de livre e espontânea vontade e não ser
garantida pelo STF. O STF, defensor da JUSTIÇA, deveria dizer que o
depoente não pode MENTIR e se mentir, deveria ser preso. O STF é defensor
da VERDADE.
Magistrado, a manchete da folha de São Paulo, de 29 de abril de 2015, diz
bem o que pensa o brasileiro: "SUPREMO LIVRA DA CADEIA EMPREITEIROS DA LAVA
JATO."  É bendito: SUPREMO DEFENDE LADRÃO. É isso que o povo passa a
pensar. O BOM DIA BRASIL, de 30 de abril de 2015, foi direto e disse
verdades que mostram a decepção com a Justiça. Será que os milhares de
presos não poderiam estar presos em casa, com tornozeleira eletrônica.
Perguntaram? "são todos iguais"?
No mesmo dia, 29 de abril de 2015, no Estado do Ceará, vamos encontrar, no
jornal Diário do Nordeste, a SEGUINTE NOTÍCIA: "Quatro presos por fraudes
na Caixa Econômica são liberados". São ladrões de mais de 20 milhões reais.

Excelentíssimo Senhor Ministro, por que soltar quem não presta? Quem rouba
bilhões não é pior do que ladrão de galinha? E por que quem rouba pouco é
preso e quem rouba muito é solto? É por essas coisas que há um ditado que
diz: "se vai roubar, roube muito, que não vai ser preso".
Antigamente, todos tinham o respeito sagrado pela Justiça. Este respeito
está indo para a lata do lixo, Exmo. Senhor Ministro. Um dos juízes que
votou não poderia fazê-lo. Deveria se julgar impedido. 
Estou enviando esta carta para STF, para Vossa Excelência e amigos.  É uma
carta aberta.
É uma carta de revolta.
Sabe  por que  desta  revolta,  Senhor Ministro? Por ter sido PROVEDOR DA
SANTA CASA DE FORTALEZA e vivi a pobreza de perto e falta de apoio dos
governos.
Sabe  por que  desta  revolta,  Senhor Ministro? Por ter sido dirigente de
uma Casa de apoio ao Idoso. Ser idoso neste país é merecer o desprezo dos
órgãos públicos. Velho não vota é o que falam os politiqueiros.

Sabe por  que  desta  revolta,  Senhor Ministro? Por ter enterrado três
crianças, em TERSINA, mortos pela fome, quando comandante da Polícia
Militar do Piauí.
Sabe por   que    desta    revolta,  Senhor Ministro? Porque quase todo dia
alguém bate à minha porta, pedindo socorro e eu vou ajudá-lo . Alguém pobre
bate à sua porta?
Sabe por que     desta     revolta,  Senhor Ministro? Porque assisto aos
noticiários, às Sessões do Judiciário, às Sessões da Câmara e do Senado e
fico comparando com outros países, onde ladrão vai para a cadeia ou é
fuzilado por ser traficante de droga. Primeiro Ministro Inglês vai para o
Parlamento de Metrô e milhares de carros oficiais servem aos poderosos
desta desgraçada República.
Estou  perguntando a  Vossa  Excelência se já viu jovens destruídos pela
droga.
Estou  perguntando a Vossa Excelência se já viu lágrimas de mãe por ver o
filho destruído pela droga.
Estou  perguntando a  Vossa  Excelência  se teve que segurar um pobre homem
que desejava matar o filho por ser traficante de droga.
Eu já vi tudo isso quando comandei, também, a Polícia Militar de São Paulo.

Termino perguntando a Vossa Excelência se já ouviu o soluço profundo de uma
mãe e o grito desesperado, afirmando que seu filho era ladrão e que roubava
para não ser preso.
Eu vi. Ainda sinto o olhar profundo daquela mãe que procurava Justiça.
Excelentíssimo Senhor Ministro, procuro Justiça, apenas Justiça.
Vossa Excelência e os dois outros Juízes, ao soltarem os criminosos
empreiteiros, que cometeram crime HEDIONDO, DEPRAVADO, VICIOSO, SÓRDIDO,
IMUNDO, REPELENTE, REPULSIVO, HORRENDO, SINISTRO, PAVOROSO, MEDONHO,
contribuíram para o desprestígio do SAGRADO PODER JUDICIÁRIO.     

GENERAL DE DIVISÃO REFORMADO
FRANCISCO BATISTA TORRES DE MELO
COORDENADOR DO GRUPO GUARARAPES
DIA 30 abril DE 2015

5.06.2015

Aniversario do CMRJ

06 DE MAIO: ANIVERSÁRIO DO COLÉGIO MILITAR DO RIO DE JANEIRO

LEIA O EMOCIONADO DEPOIMENTO DE UMA EX-ALUNA

Quando eu sai por aqueles portões me perguntei por quanto tempo eu ia cultivar isso. Me surpreende que o sentimento esteja firme aqui. A faculdade muda a gente. E isso é fantástico, faz parte da vida. Mas a gente nunca esquece o que nos formou. Entre formaturas matinais, treinamentos no sol e formaturas de comando fomos todos forjados.

Ainda que sem nos darmos conta, caráter, disciplina, espírito de corpo, camaradagem e respeito foram tatuados em nós. Pra vida. E pra mim isso é o que explica melhor o 6 de maio: gratidão. Somos todos gratos por ter ganhado rumo dentro desta casa que nos acolheu com tanto carinho. Entramos todos moleques e sem noção da vida. Saímos homens e mulheres prontos pra o que quer que a vida coloque em nossa frente.

O Colégio Militar forma mais que alunos, forma pessoas, no contexto mais amplo da palavra. Aos críticos: nunca vi diversidade como vi lá. Gente de todos os lugares, culturas, hábitos, crenças, condições, realidades, classes sociais e posições políticas. Não fomos condicionados a pensar como um. Fomos educados a ouvir todos e pensar por nós mesmos.

Acordei muito cedo, aprendi que pontualidade é importante e de brinde ainda guardei na mente os melhores cenários do dia nascendo. Fiquei por horas parada no sol, imóvel, e aprendi que minha conduta pode prejudicar o próximo e que eu não sou melhor do que ninguém pra fazer isso. Me ensinaram a prestar continência antes de mais nada, mas entendi que antiguidade é posto e que educação abre mais portas que rebeldia.

Vivi experiências incríveis dentro daqueles portões. Oportunidades que jamais teria em um colégio comum. Tive grandes mestres que guardo com carinho até hoje; sargentos e comandantes que foram companheiros; amigos que me acompanham até hoje.

Saímos do CM com mais que um diploma, saímos com o coração cheio, o corpo pronto e um rumo sob os pés. Com o tempo nós deixaremos de ser jovens, mas seremos sempre destemidos e vibraremos a marchar como alunos unidos do Colégio Militar. Então vamos tomar as alamedas mais uma vez e celebrar tudo de incrível que vivemos. É 6 de maio mais um vez, você entende o que isso significa?

Al Vanessa Oliveira 2921,
Zum Zaravalho!

3.18.2015

O cinismo de Lula e sua quadrilha

CÍNICO

REPASSE, POR FAVOR
Uma pessoa que perde totalmente o senso de respeito.
Despudorado,   desavergonhado,   canastrão,   cabotino,   bicionista, 
impostor,  presumido,    canalha,   biltre,   cachorro,   cão,   choldra, 
    corja,   crápula,   desbriado,   gentalha,   ignóbil  indigno,
meliante,   miserável,   ordinário,          patife,   plebe.   Pulha, 
ralé,   sacripanta,         safardana,   vil.
Sujeito que debocha de uma situação ou de alguém de maneira velada e
demonstrando falta de bom senso.
O indivíduo sem escrúpulos, hipócrita, sarcástico, oportunista E MENTIROSO.
.Que tem pouco valor. Reles, ordinário. Mesquinho, miserável,
insignificante. Desprezível, infame.
TEM ALGUÉM CÍNICO NO BRASIL ATUAL?

PENSE
GRUPO  GUARARAPES  18 DE MARÇO 2015

3.16.2015

Junte-se a mim nesta petição!

Olá,

Eu acabei de assinar esta petição -- você não quer se juntar a mim?

Impeachment da Presidente Dilma
Para: Povo Brasileiro juntamente com o senado federal e câmara de deputados

Esta petição é muito importante e poderá fazer uso de nossa ajuda. Clique aqui para saber mais e assinar:
https://secure.avaaz.org/po/petition/Impeachment_da_Presidente_Dilma_1/?kVLGdeb

Muito obrigado,
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1.03.2015

Aln

Os estudantes e os intelectuais de classe média – e não as "amplas massas", que segundo a doutrina científica são o motor da revolução – representaram a grande fonte de militantes e quadros da Ação Libertadora Nacional e, ademais, de todas as outras organizações de luta armada.

Conrad Detrez, um jornalista colaborador da revista trotskista francesa Front, entrevistou Carlos Marighela em outubro de 1969, um mês antes de sua morte em São Paulo. A capa da edição mensal de novembro dessa revista teve que ser alterada devido à sua morte.

Carlos Marighela foi membro do Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro e foi o fundador e principal dirigente da Ação Libertadora Nacional (ALN), a maior organização de luta armada atuante no Brasil no final dos anos 60 e início dos anos 70.

Joaquim da Câmara Ferreira ("Toledo") – que participou do seqüestro do embaixador dos EUA, no Rio, em setembro de 1969 - que viria a ser o novo comandante da ALN, foi surpreendido com a morte de Marighela em Paris, onde se encontrava, a caminho de Cuba, na casa de Aloysio Nunes Ferreira (atual senador, que foi Ministro da Justiça no governo de Fernando Henrique Cardoso nos anos de 2001 e 2002, e candidato à vice-presidência da República em 2014), juntamente com Conrad Detrez.

"Toledo" viria a ser morto em São Paulo um ano depois, em 23 de outubro de 1970, graças às informações precisas fornecidas por um militante da ALN, seu subordinado, cursado em Cuba: José da Silva Tavares ("Severino").

Pode ser dito que a entrevista de Carlos Marighela para o Front foi seu testamento político e guerrilheiro.

As principais questões tratadas nessa entrevista foram as seguintes:

Front – Por que iniciar pela guerrilha urbana?

Marighela – Na condição de ditadura em que se encontra o país, o trabalho de propaganda e de divulgação a priori só é possível nas cidades. Movimentos de massa, sobretudo os que foram organizados pelos estudantes, intelectuais, alguns grupos de militantes sindicalistas, criaram nas principais cidades do país um clima favorável para a acolhida de uma luta mais dura (ações armadas) (...) Os revolucionários conseguiram a cumplicidade da população. A imprensa clandestina avança. As emissões piratas são recebidas favoravelmente. A cidade reúne, pois, as condições objetivas e subjetivas requeridas para que se possa desencadear com êxito a guerrilha (...) A guerrilha rural deve ser posterior à guerrilha urbana, cujo papel é eminentemente tático.

Front – Como imagina a continuação da guerrilha urbana?

Marighela – Pode-se fazer uma enormidade de coisas: seqüestrar, dinamitar, abater os chefes de polícia, em particular os que torturaram ou assassinaram nossos camaradas; depois continuar expropriando armas e dinheiro. Desejamos que o Exército adquira armamento moderno e eficaz; nós o tiraremos dele. Já posso anunciar que raptaremos outras personalidades importantes e por objetivos de maior envergadura do que libertar 15 presos políticos, como aconteceu com o seqüestro do embaixador norte-americano.

Front – Algumas simpatias em particular?

Marighela – Estive na China em 53-54, o partido (PCB) que me enviou (...) Na China estudei muito a revolução. Mas, falando de inspiração, a nossa vem especialmente de Cuba e do Vietnã. A experiência cubana, para mim, foi determinante, sobretudo no que diz respeito a um pequeno grupo inicial de combatentes.

Front – A guerrilha rural surgirá simultaneamente em vários pontos do país?

Marighela – Atacaremos grandes latifundiários brasileiros e também americanos. Seqüestraremos e executaremos os que exploram e perseguem os camponeses. Tiraremos gado e víveres das grandes fazendas para dar aos camponeses. Desorganizaremos a economia rural, porém não defenderemos nenhuma zona, nenhum território, nada disso. Defender é terminar sendo vencido. É necessário que sempre, em todas as partes, como na guerrilha urbana, tenhamos a iniciativa. A ofensiva é a vitória.

Front – Você é contra as idéias de Regis Debray?

Marighela – Algumas idéias me foram úteis; quanto às do foco insurrecional, estou em desacordo.

Front – Sua estratégia para o Brasil se insere dentro de uma estratégia revolucionária continental?

Marighela – Sem dúvida, uma vez que temos que responder ao plano do imperialismo norte-americano com um plano global latino-americano. Nós estamos ligados à OLAS (Organização Latino-Americana de Solidariedade) (nota: organização criada em Cuba em janeiro de 1966) bem como a outras organizações revolucionárias do continente e, em particular, às que nos países vizinhos lutam com a mesma perspectiva que nós. É, enfim, um dever para com Cuba; libertá-la do cerco imperialista ou aliviar seu peso, combatendo-o externamente em todas as partes. A revolução cubana é a vanguarda da revolução latino-americana; esta vanguarda deve sobreviver.

Essa entrevista foi intermediada pelos frades dominicanos e realizada no Convento das Perdizes, em São Paulo. Os mesmos dominicanos que no mês seguinte, novembro , entregariam Marighela à polícia.

A partir da morte de Marighela, o Serviço de Inteligência Cubano, através de Manuel Piñero Losada, passou a centralizar e controlar diretamente os preparativos para a retomada da luta. Uma intervenção radical na estrutura da organização foi efetuada e foi o seguinte o diagnóstico cubano sobre a derrota: O processo foi acelerado sem a menor infraestrutura e condição política e militar. Tudo tinha sido feito de maneira equivocada, com métodos empíricos.

Passaram a disputar o espólio de Marighela, Clara Charf (em Cuba; codinome "Claudia"), sua mulher, Zilda Paula Xavier Pereira (em Paris; "uma coroa analfabeta de codinome "Carmen" que graças a esquemas familiares queria dominar a ALN", segundo definição de um militante), que além dela própria tinha três filhos e o marido na ALN, e Joaquim Câmara Ferreira (em Cuba).

Não custaram a chegar à conclusão que a ALN estava estilhaçada e a discussão passou a girar em torno de frear a luta armada, reconstruir a rede logística, fazer trabalho de massa e de base e retomar a atividade dentro das fábricas e, finalmente, uma acusação que incomodou a todos: o grande responsável pela tragédia havia sido Manuel Piñero Losada, pois sua postura e influência nas mudanças que ocorreram nas intenções iniciais da Organização haviam sido maléficas. A luta armada é uma conseqüência da luta de classes e os cubanos confundem luta de classes com guerra de classes. A ALN era apenas um foco e o braço da revolução cubana no Brasil e, como Organização, nasceu em Cuba.

A Organização inteira no Brasil estava na cadeia e não havia estrutura para receber os companheiros que estavam em Cuba, concluindo o treinamento, destinados a conformar umacoluna móvel na área rural. As avaliações eram frustrantes. No entanto, o alinhamento da militância paulista e a decisão do contingente já preparado para a guerrilha rural no Norte do Brasil de se colocar ao lado de "Toledo" na retomada da luta, assegurou seu predomínio como novo comandante.

Após a morte de "Toledo", que foi sucedido por Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz ("Clemente"), como se não bastasse assaltar padarias, trocadores de ônibus e armazéns para sobreviver, irrompeu a loucura interna que deu origem ao justiçamento de Marcio Leite Toledo, também treinado em Cuba, em 24 de março de 1971. Marcio foi assassinado com uma rajada de metralhadora por quatro de seus companheiros, inclusive o então comandante da ALN que havia sucedido "Toledo": Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz ("Clemente"). Seu crime: falar em voz alta o que diversos companheiros pensavam e ter escrito um documento político assinalando erros. Foi acusado de "vacilação diante do inimigo". Segundo o panfleto deixado sobre seu corpo, na rua Caçapava, em São Paulo, "uma Organização revolucionária, em guerra declarada, não pode permitir a quem tenha uma série de informações como as que possuía, vacilações dessa espécie".

O desvario e a inconseqüência em que a ALN estava mergulhada em 1971 tem um exemplo funesto: num assalto a banco, no bairro da Lapa, São Paulo, o militante Ari Rocha Miranda, 22 anos, foi ferido mortalmente por um companheiro seu. Seu corpo foi transportado dentro de um fusca e enterrado em um local ermo, em Itapecerica da Serra, à beira de uma estrada secundária. O corpo está lá até hoje, pois ninguém jamais o reclamou.

No entanto, o certo é que todas as crises surgidas na esteira da morte de Marighela já existiam. A principal delas era a ingerência dos cubanos no processo e na condução da revolução brasileira. Houve sempre uma discordância dentro da ALN: a querela entre a guerrilha rural e urbana. Os cubanos queriam a opção rural e haviam preparado os contingentes guerrilheiros para isso. Todavia, alguns militantes do Rio de Janeiro e Minas Gerais, bem como alguns militantes nordestinos, queriam a luta urbana, à lá tupamaros.

Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz ("Clemente")deixou o Brasil, para o Chile, em dezembro de 1972 e chegou a Havana no ano seguinte, onde recebeu um curso de Estado-Maior ministrado pelo general Arnaldo Ochoa Sanchez. Concluído o curso e pronto para regressar ao Brasil, "Clemente" desertou, abandonou seus comandados e passou a viver em Paris até a decretação da anistia, em 1979.

A maioria dos militantes da ALN que se encontravam em Cuba ou exilados em outros países, ao final de intermináveis discussões, os contornos de um retrato político inquietante começaram a aparecer: a perspectiva de vitória nunca existiu e a luz que avistavam no fim do túnel assusta: o caminho justo era a volta ao PCB, a grande família, e o abandono definitivo de qualquer propósito de luta armada. Ou seja, uma traição ao caminho traçado por Marighela.

Durante os cinco anos de existência da ALN, a maior organização guerrilheira durante a luta armada, foram estes os números da derrota: 884 presos e condenados a penas de 6 meses a 10 anos, 64 mortos e cerca de 2 mil pessoas indiciadas em inquéritos. Isso é uma prova de que os aparatos de repressão são iguais em todos os países. Elefantes brancos que demoram a mexer-se, mas quando o fazem, destroem o que encontram pela frente.

Esse foi o princípio do fim. Os 28 militantes que se encontravam em Cuba que abandonaram a ALN e criaram o Movimento de Libertação Popular (MOLIPO), a última tentativa do setor internacionalista do Partido Comunista Cubano, especificamente o Departamento América, de manter a atividade revolucionária na América Latina, ao voltarem para o Brasil foram todos mortos, com a exceção do "Comandante Daniel" (José Dirceu de Oliveira e Silva), um dos quadros escolhidos para essa missão, e três outros, que desertaram no caminho de volta.

José Dirceu, em Cuba, foi apresentado por Alfredo Guevara (Alfredo Guevara Valdés, um homossexual que em meados dos anos 80 foi embaixador de Cuba junto à ONU) ao Ministro da Defesa Raúl Castro, durante uma solenidade. A partir daí teve início a relação político e militar entre os dois. José Dirceu teve o acesso franqueado por Raúl Castro a documentos importantes sobre estratégia militar, Inteligência e Contra-Inteligência e segurança militar. Finalmente, fez um curso de Estado-Maior que o tornou especialista em questões militares e lhe outorgou o grau de "Comandante"-"Comandante Daniel"-. Foi essa especialização e mais o treinamento militar que o tornou habilitado, segundo os internacionalistas cubanos, a viabilizar a entrada no Brasil do contingente guerrilheiro que retomaria a luta armada. Foi ele, em Havana, o planejador do dispositivo político-militar que dentro do Brasil receberia o grupo dos 28, cuja média de idade variava de 22 a 24 anos. Isso em 1971. Esse foi o último comboio.

Essa história, no entanto, está para ser contada.

Bibliografia: "A Revolução Impossível", Luis Mir, editora Best Seller, 1994.





Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

9.28.2014

Do Exercito de Caxias não virão desculpas a terroristas


Dias atrás, os jornais publicaram, com estardalhaço, entrevista do Ministro da Defesa na qual afirma que, respondendo ofício da Comissão Nacional da Verdade (CNV), "... reconhece que o ordenamento normativo reconheceu a responsabilidade do Estado pela morte e desaparecimento de pessoas durante o Regime Militar, bem como pelos atos de exceção praticados no período de 18 de setembro de 1946 a 05 de outubro de 1988". Aduz, ainda, que "... o Estado Brasileiro, do qual o Ministério da Defesa faz parte, por meio das autoridades legalmente constituídas para esse fim, já reconheceu a existência das lamentáveis violações de direitos humanos ocorridas no passado e assumiu sua responsabilidade pelo cometimento desses atos."

Tal posição é coerente com o viés ideológico do Ministro, demonstrado em sua vida pública nos idos de 60 e 70 e, após esses anos, aliado e servidor incondicional do atual governo e concorde com os objetivos revanchistas da Comissão, impropriamente adjetivada como a Comissão da Verdade: Institucionalização da tortura como Política de Estado durante os governos militares, revogação da Lei da Anistia, punição para os militares que combateram a subversão comunista armada e um pedido de desculpas pelas FFAA à Nação.

Os comandantes militares, seus subordinados diretos, em recentes ofícios à CNV, negaram qualquer existência de violações de direitos humanos havidas em unidades militares, descaracterizando qualquer possibilidade da institucionalização de tais violações como uma Política de Estado à época dos governos militares, uma realidade irreparável.

Entretanto, por mais que a Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos, criada em 1995, a Comissão de Anistia, criada em 2002 e a Comissão da Verdade, todas governamentais e vergonhosamente não isentas, queiram, bem como os subversivos de antanho, seus parentes e simpatizantes, como os procuradores e juízes adeptos da Justiça de Transição, lançando mão dos mais escabrosos artifícios jurídicos, inclusive burlando a própria legislação a respeito, nenhum dos objetivos acima citados será atingido a não ser que o Estado Democrático de Direito seja ferido de morte, aja um novo confronto armado e as Forças Armadas se submetam às milícias populares cultivadas pelo PT e seus dirigentes e ex-dirigentes, alguns já condenados e presos, canalhas da pior espécie como sói acontecer com o seu líder maior, o apedeuta Lula.

Em relação ao pedido de desculpas pelas Forças Armadas à Nação, como fazê-lo se os militares nos idos de 64 a 84, ao mesmo tempo em que desenvolveram o País, levando–o da 57 a à 8 a economia do mundo, impediram que tresloucados e fanáticos comunistas, pela força das armas (inclui-se a atual Presidente da República e alguns de seus auxiliares imediatos, responsáveis por atentados terroristas, sequestros, assaltos, roubos e assassinatos), impusessem à Nação uma ditadura do proletariado? Similares ditaduras, implantadas em outros países, mataram mais de 80 milhões de seres humanos, um dos maiores genocídios que a humanidade já conheceu. Desculpas? Jamais!!!

Enfatizando, a maior parte da Nação reconhece, com gratidão, a atuação das FFAA, mostrando-as como a Instituição de maior credibilidade e confiabilidade em todas as pesquisas de opinião, realizadas nos últimos anos. Desculpas à Nação devem os ex-guerrilheiros comunistas, hoje no governo, levando o País ladeira abaixo e, novamente, objetivando a implantação de um governo "socialista-bolivariano', aliado à escória marxista mundial.

Quanto à alteração ou revogação da lei da Anistia e à punição de velhos militares combatentes da subversão, baseado no que afirmam juristas reconhecidos, podemos afirmar que, mantido o Estado Democrático de Direito, tal fato não ocorrerá, pois, a Lei da Anistia foi considerada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal, não tendo mais, este Tribunal, competência para modificá-Ia, como pretendem os membros da indigitada CV, moleques de recado ideológicos do atuais governantes. "Somente o Congresso Nacional, em nome do povo, pode alterar ou revogar dispositivo de lei, consoante mandamento constitucional. Entretanto, se isso acontecer, a nova lei jamais poderá retroagir para atingir fatos anteriores, pois, temos uma democracia, protegida pela Constituição. A não ser que se implante desde já um regime totalitário, desprezando-se todo o arcabouço jurídico, formatado na legislação em vigor. Ai, sim, tudo é possível, até mesmo a condenação à pena de morte e prisão perpétua, como soia acontecer nos países "socialistas" que tinham a ideologia comunista como norte."

Toda e qualquer pretensão em punir legalmente os agentes do governo, o que certamente irá constar do relatório dessa desmoralizada comissão, que não tem nenhum compromisso com a verdade, não encontrará respaldo na legislação penal brasileira e sequer em tratados e convenções internacionais, "simplesmente porque todos os delitos anteriormente praticados, de parte a parte, foram alcançados pelo instituto da prescrição penal, face ao disposto no Artigo 109 do CP."


O crime de tortura sequer era tipificado na lei substantiva penal o que somente veio acontecer com o advento da Lei 9.455/97, com amparo na atual CF. Não se pode falar "em imprescritibilidade para pseudas torturas acontecidas naquela época, diante da atipicidade delitiva que se tenta impor ao agente, associado ao fato de que a Carta Magna não prevê imprescritibilidade para o crime em foco, somente descrita na lei acima citada, que passou a vigorar a partir de então."


Também, "não se pode invocar tratados e convenções internacionais que versem sobre o assunto, muitos dos quais sequer ainda foram ratificados pelo Brasil, mormente porque não tem o condão de modificar cláusulas pétreas. Embora adentre no ordenamento jurídico brasileiro como norma supra legal, isto é, estão acima das normas infraconstitucionais no que nelas colidirem, mas abaixo dos comandos constitucionais, principalmente no tocante as cláusulas pétreas antes citadas. Além do mais, é vedado a tais ordenamentos legislarem sobre matéria penal. Esta é da competência exclusiva da União e não pode ser delegada, tampouco nivelada a organismos internacionais."


Desculpas, revogação da lei da anistia, punições para velhos combatentes, institucionalização da tortura? Jamais!!!!!


Marco Antonio Felício da Silva é General de Divisão na reserva

Do Exercito de Caxias não virão desculpas a guerrilheiros

Generais-de-Exército, antigos integrantes do Alto Comando do Exército e antigos Comandantes de Grandes Unidades situadas em todo o território nacional, abominamos peremptoriamente a recente declaração do Sr. Ministro da Defesa à Comissão Nacional da Verdade de que as Forças Armadas aprovaram e praticaram atos que violaram direitos humanos no período militar. Nós, que vivemos integralmente este período, jamais aprovamos qualquer ofensa à dignidade humana, bem como quaisquer casos pontuais que, eventualmente surgiram. Vivíamos uma época de conflitos fratricidas, na qual erros foram cometidos pelos dois lados. Os embates não foram iniciados por nós, pois não os desejávamos. E, não devemos nos esquecer do atentado no aeroporto de Guararapes.

A credibilidade dessa comissão vai gradativamente se esgotando pelos inúmeros casos que não consegue solucionar, tornando-se não somente um verdadeiro órgão depreciativo das Forças Armadas, em particular do Exército, como um portal aberto para milhares de indenizações e "bolsas ditadura", que continuarão a ser pagas pelo erário público, ou seja, pelo povo brasileiro. Falsidades, meias verdades, ações coercitivas e pressões de toda ordem são observadas a miúdo, e agora, demodo surpreendente, acusam as Forças Armadas de não colaborarem nas investigações que, em sua maioria, surgem de testemunhas inidôneas e de alguns grupos, cuja ideologia é declaradamente contrária aos princípios que norteiam as nossas instituições militares.

A Lei da Anistia - ratificada em decisão do Supremo Tribunal Federal e em plena vigência - tem, desde a sua promulgação, amparado os dois lados conflitantes. A Comissão Nacional da Verdade, entretanto, insiste em não considerar esse amparo legal. O lado dos defensores do Estado brasileiro foi totalmente apagado. Só existem criminosos e torturadores. Por outro lado, a comissão criou uma grei constituída de guerrilheiros, assaltantes, sequestradores e assassinos, como se fossem heroicos defensores de uma "democracia" que, comprovadamente, não constava dos ideais da luta armada, e que, até o presente, eles mesmos não conseguiram bem definir. Seria uma democracia cubana, albanesa ou maoísta? Ou, talvez, uma mais moderna como as bolivarianas?

Sempre que pode a Comissão Nacional da Verdade açula as Forças Armadas, exigindo que elas peçam desculpas. Assim, militares inativos, por poderem se pronunciar a respeito de questões políticas, têm justos motivos para replicarem com denodada firmeza, e um deles é para que não vigore o famoso aforismo "Quem cala consente!". Hoje, muitos "verdadeiros democratas" atuam em vários níveis de governo, e colocam-se como arautos de um regime que, paulatinamente, vai ferindo Princípios Fundamentais de nossa Constituição. O que nós, militares fizemos foi defender o Estado brasileiro de organizações que desejavam implantar regimes espúrios em nosso país. Temos orgulho do passado e do presente de nossas Forças Armadas. Se houver pedido de desculpas será por parte do ministro.


Do Exército de Caxias não virão! Nós sempre externaremos a nossa convicção de que salvamos o Brasil!


GENERAIS-DE-EXÉRCITO SIGNATÁRIOS

Leônidas Pires Gonçalves; Zenildo de Lucena; Rubens Bayma Denys, José Enaldo Rodrigues de Siqueira; José Luiz Lopes da Silva; Valdésio Guilherme de Figueiredo; Raymundo Nonato Cerqueira Filho; Pedro Luis de Araújo Braga; Antônio de Araújo Medeiros; Frederico Faria Sodré de Castro; Luiz Gonzaga Schoroeder Lessa; Gilberto Barbosa de Figueiredo; Rômulo Bini Pereira; Claudio Barbosa de Figueiredo; Domingos Carlos de Campos Curado; Ivan de Mendonça Bastos; Paulo Cesar de Castro; Luiz Edmundo Maia de Carvalho; Luiz Cesário da Silveira Filho; Carlos Alberto Pinto e Silva; José Benedito de Barros Moreira; Maynard Marques Santa Rosa; Rui Alves Catão; Augusto Heleno Ribeiro Pereira; Rui Monarca da Silveira; Américo Salvador de oliveira; e Gilberto Barbosa Arantes.