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Agradeço as oportunas e coerentes intervenções dos comentaristas criticando o proselitismo irresponsável do globoritarismo apoiado pela mídia amestrada banalizando as Instituições e o Poder do Estado para a pratica sistemática de crimes. Os brasileiros de bem que pensam com suas próprias cabeças ja constataram que vivemos uma crise moral sem paralelo na historia que esgarça as Instituições pois os governantes não se posicionam na defesa da Lei e das Instituições gerando uma temerária INSEGURANÇA JURÍDICA. É DEVER de todo brasileiro de bem não se calar e bradar Levanta Brasil! Cidadania-Soberania-Moralidade

7.28.2009

Comentário da semana

Comentário da semana  nº 43 -  26 de julho de 2009

Assuntos:  Crise, Meio Ambiente, Prospectivas

         Preparativos?
Prenúncios de enorme desvalorização do dólar: Bob Chapman, conselheiro de investimentos, corrobora a notícia e prevê um
feriado bancário no fim de Agosto ou princípio de Setembro.

Algumas embaixadas dos EUA no mundo todo estão a ser aconselhadas a comprar quantias maciças de divisas locais, o suficiente para perdurarem pelo menos um ano. Para algumas delas estão a ser enviadas enormes quantias em cash a fim de comprarem discretamente outras divisas - exceto libras esterlinas. No interior do Departamento de Estado há um sentimento de tristeza e pressentimento de que "alguma coisa" está prestes a acontecer ... dentro de 180 dias, que poderiam ser 120-150 dias", afirmou o boletim financeiro "Harry Schultz Letter".( A notícia está em Marketwatch )

            Mais preparativos?

O polêmico. Chavez prepara nova investida retórica contra a Colômbia, acusando aquele país  permitir aos EUA  lá instalar mais bases militares. Serão tropas significativas, e  parafernália bélica da maior força armada do planeta. Ainda tem a IV Frota  nas costas da América do Sul. Certamente ele tem motivos para preocupação, mas a pergunta é: "e  nós?" Se a IV Frota pode desestimular aventuras pouco claras do coronel Chavez,  também, navegar por cima das reservas de petróleo  no  pré-sal.  O sermos chefiados pelo "cara admirado pe lo Barack Obama pode ser confiável para os gringos mas não é garantia de justiça e paz.

           O Horizonte é sombrio

Em função do acerto do cenário aventado no artigo "Pensando no Impensável", tenho recebido muitas perguntas sobre os próximos acontecimentos. Ninguém pode prever o futuro; isto é, uma parte do futuro. É perfeitamente previsível a hora do alvorecer de amanhã. Também é previsível que o dólar perderá o valor e que o abastecimento de petróleo se tornará crítico. Como o assunto é extenso, para quem quiser se aprofundar no último dado aconselho o livro "O Crepúsculo do Petróleo, do cel Mauro Porto 

O que não é totalmente previsível é o que acontecerá a partir daí. É claro que o mundo todo ficará convulsionado e em luta pelos escassos recursos naturais. Só estará a salvo da espoliação quem tiver capacidade nuclear. Para o nosso País, o cenário mais provável aponta para uma convulsão social em 2010 ou 2011, que certamente será aproveitada por uma pressão militar externa para garantir a independência de nações indígenas  e talvez resulte em  mais outras secessões.

Queiramos ou não, enfrentaremos adversidades. Se as enfrentaremos unidos ou desunidos, depende de nós.

Se não gostarmos deste cenário teremos que trabalhar para evitá-lo, e o único modo de o evitar é ter força. Inclusive nuclear.

           Inacreditável - o Ibama fez uma coisa de bom

Diz que mandará de volta para Inglaterra os containers de lixo e ainda multará os responsáveis - Dá para acreditar?

Obs: Não se viu qualquer "ação" do Greenpeace, muito menos alguma de suas costumeiras faixas de protesto com dizeres em inglês.  - Estranho, não?

        Mas, como de costume, o Min. do Meio Ambiente continua prejudicando o País

Duas capitais estaduais, Manaus e Boa Vista, só se ligam por via terrestre com a Venezuela, o que constitui uma flagrante vulnerabilidade logística e estratégica.

Não se estranhe que o min. Minc tiroso não libere o licenciamento para o asfaltamento da rodovia BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO).

 A resistência de Minc ao asfaltamento da BR-319 se deve as pressões do aparato ambientalista das grandes ONGs transnacionais. A atuação dessas ONG são estratagemas das potências dominantes para evitar a nossa expansão demográfica na Amazônia e, particularmente, na região da "Ilha da Guiana". E é sob a estratégia da integrar ou isolar a Amazônia que se processa o embate. O meio ambiente é apenas um pretexto   

           Ações de um mau governo - A desnacionalização da economia

 Na ânsia de desestatizar , o governo do acadêmico FHC desnacionalizou a economia de forma unilateral, seguindo os preceitos do consenso de Washington.  A reação setores da vida nacional impediu que ele entregasse tudo ao estrangeiro: salvou-se o essencial da Petrobras e parcela do setor elétrico, como Furnas, Chesf, Eletronorte, Cemig. Mas o importantíssimo sistema de telecomunicações foi destinado aos estrangeiros, com dinheiro dos fundos de pensão e o proveito do Banco Opportunity. Prometendo acabar com isto foi eleito um sindicalista.

   Ações de outro mau governo - A divisão do Brasil em etnias e classes sociais hostis

Na ânsia de defender aos que julgava mais fracos, o atual presidente jogou negros contra brancos; pobres contra ricos e principalmente organizações indígenas contra o Estado. Decididamente, o atual governo entrará para a História como o que mais conseguiu (ou, pelo menos, tentou) desunir o país, exatamente o contrário do que fizeram D. Pedro II e tantos insignes brasileiros que dedicaram a vida para formar uma nação coesa.

           Que esperar de um próximo governo?

Podemos lamentar algumas conseqüências da atuação do atual governo, mas não eram o objetivo desejado. Foram conseqüências de um misto de oportunismo com avaliações erradas. De querer a divisão do País o Lula não pode ser acusado. Já, se ficarmos sob o comando de uma ex-guerrilheira vencida, cheia de ressentimentos podemos esperar uma proposital radicalização que conduzirá fatalmente a uma guerra civil. Pior ainda se eleito o for o atual candidato da oposição, com o mesmo ideário mas sem a mesma coragem, agravado por fazer parte do grupo entreguista do FHC. Nesse caso, pior do que guerra civil, o País pode se desmanchar.

Isto tudo tende a acontecer no auge da crise econômica mundial, com o jogo de pressões e disputas pelos recursos naturais cada vez mais escassos, difíceis de enfrentar com uma nação desunida.

Enfim, a vida é combate.

      Racismo explícito - Da coluna Gente Boa do jornal O Globo :

A revista "Quilombolas" publicada pelo governo federal com patrocínio da Petrobras, pede que os povos das comunidades pensem antes de se unirem com pessoas externas. É para manter "a consciência de sua condição histórica" e evitar "a descaracterização do povo quilombola". Segundo Alexei Bueno que descobriu o texto "é o racismo mais explícito desde a Alemanha dos anos 30". "Sugere aos quilombolas que não se misturem com brancos para não inferiorizar a raça!!!!!!!!" Como diz o bordão governamental "Brasil, um país de todos!?"

          O PERIGO MAIOR - A desagregação nacional 

A ação funesta da FUNAI, alheia aos interesses nacionais, continua mobilizando todos os esforços para promover a desagregação e a insegurança institucional. Parece que o governo pretende seguir os passos do ensandecido Evo Morales, implantando no Brasil as sementes de uma revolução separatista.    - Veja o apêndice, de autoria do cel Hiram

 

Até a próxima semana, se Deus quiser

Gelio Fregapani

 

 

APENDICE

 - Nação guarani

 

"A FUNAI está assumindo a posição do Senado brasileiro. Está criando Estados, Nações. Ela está criando o Estado dentro de um Estado, não compete à FUNAI criar um estado dentro de um Estado". (Denis Lerrer Rosenfield)

 "A demarcação da Raposa Serra do Sol já aparecia como o prelúdio do que estava por vir. Apesar das ressalvas aprovadas pelo Supremo, que tornaram menos aleatórias e arbitrárias as demarcações e homologações de terras indígenas, o processo de relativização da propriedade privada e da soberania nacional segue, agora, o seu curso. Imediatamente após a decisão do Supremo, as agremiações ditas movimentos sociais como o MST e o Conselho Indigenista Brasileiro (Cimi), ala esquerdizante da Igreja Católica, deflagraram um processo de fragilização destas ressalvas, procurando nos fatos mostrar que a lei a eles não se aplica. Tornaram ainda mais explícitas suas posições contra e economia de mercado, a propriedade privada, o agroneg� �cio e o estado de direito.

 

Vejamos.

 O Cimi e os ditos movimentos sociais estão entrando em uma nova etapa de formação da opinião pública nacional e internacional, propugnando pela formação de uma nação guarani.  Eles estão cientes de que a política moderna está alicerçada na opinião pública.

 Para que se tenha idéia da enormidade que está sendo tramada, a dita nação guarani abarcaria partes dos seguintes estados brasileiros: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. O foco é o estado de Mato Grosso do Sul em um primeiro momento e, logo após, Santa Catarina e Espírito Santo.  

Nesse sentido, cabe ressaltar que o estado de Mato Grosso do Sul é o lugar em que essa luta vai se travar prioritariamente. Eles reconhecem que perderam, nesse estado, a primeira batalha política junto à opinião pública pela disputa desses territórios indígenas. Houve forte reação de proprietários rurais, parlamentares e o próprio governador, impedindo uma primeira tentativa de amputação de em torno de um terço de seu território. Naquele então, o discurso apresentado era o de que se tratava apenas de uma nova demarcação, que corrigiria uma `injustiça´ histórica. Em suma, afetaria apenas alguns proprietários. Ora, já naquela ocasião o que estava em pauta era a formação de uma nação guarani, projeto este que ainda não dizia explicitamente o seu nome. Agora, estão preparando a se gunda batalha, com a bandeira guarani orientando os seus movimentos. Novas portarias da Funai se inscrevem neste processo em curso.

A nação guarani, no entanto, não está restrita a esses estados brasileiros, mas se estende a outros países: Bolívia (Chaco), Paraguai, Argentina (Corrientes e Entre Rios) e Uruguai. Segundo eles, a Bolívia já trilha esse caminho político, necessitando apenas ser apoiada no que vem fazendo, destruindo, na verdade, as frágeis instituições daquele país. O foco, aqui, seria o Paraguai, onde o processo se inicia com um presidente simpatizante à `causa´ e que, através da Teologia da Libertação, compartilha os mesmos pressupostos teóricos do Cimi, da Comissão Pastoral da Terra e do MST. Entende-se, portanto, melhor a sustentação dessas agremiações política ao presidente Lugo e a política adotada de apoio às invasões das terras dos brasiguaios. A identidade brasileira não lhes interess a. 

Para granjear a simpatia da opinião pública internacional, criaram um site global, hospedado nos EUA, assumido por uma ONG holandesa e alimentado pela regional do Cimi de Mato Grosso do Sul. Observe-se que é o próprio Cimi que elabora o conteúdo de um site internacional (www.guarani-campaign.eu), visando a interferir, dessa maneira, nos assuntos brasileiros, escolhendo como alvo o estado de Mato Grosso do Sul. Aliás, o site é muito bem-feito, começando por uma apresentação gráfica da América Latina sem fronteiras, sob o nome de Ameríndia. A verdadeira América Latina seria a pré-colombiana. Provavelmente pensam, no futuro, expulsar todos os brancos e negros, europeus, africanos e asiáticos, que deram, pela miscigenação, a face deste nosso Brasil!

Como não poderia deixar de ser, o site comporta várias versões: português, inglês e holandês, estando prevista a sua ampliação para o alemão. Para quem se preocupa com a opinião pública internacional, busca apoio político e financiamento na Europa e nos EUA, uma ferramenta desse tipo é vital. É ela que terminará alimentando as pressões exercidas sobre o Brasil e subsidiará, também, os formadores de opinião nacionais e internacionais.

Consoante com esse trabalho, foi elaborado um mapa da nação guarani, denominado Mapa Guarani Retã, que englobaria os estados brasileiros acima listados e os países latino-americanos vizinhos. Chama a atenção o fato de a América Latina ser apresentada como um território verde, sem fronteiras nacionais, com o lema: Terra sem Males. Procedimento semelhante foi adotado com o Mapa Quilombola, elaborado pela Universidade de Brasília, que orienta, hoje, as ações da Fundação Palmares, do Incra e dos ditos movimentos sociais. A estratégia política é a mesma.

Cimi, em suas publicações, reconhece ainda a aliança estratégica com o MST, que lhe ofereceu apoio logístico e organizacional em invasões e em outras manifestações, como campanhas de abaixo-assinados. Alguns exemplos recentes seriam Roraima, com `assessores´ emessistas `ajudando´ os indígenas em plantações de arroz. Esses `brancos´, aliás, podem lá entrar! Reconhecem, inclusive, que tal aliança foi operacional no Espírito Santo, na luta contra a Aracruz, pois, como se sabe, as plantações de eucaliptos e a indústria de papel e celulose são símbolos, a serem destruídos, do agronegócio. Outros já estão na mira!" (Denis Lerrer Rosenfield)

- O Indigenismo sem pátria e o Estado caloteiro em MS

Faz parte da história de nosso Estado, que o efetivo domínio brasileiro sobre a região Sul de MS tenha se dado após a Guerra do Paraguai, que dessangrou povos irmãos. Nela, destacou-se uma aguerrida cavalaria riograndense que, por anos a fio, defrontou-se com a destemida tropa paraguaia. Nas lides de guerra, os guascas centauros conheceram e se encantaram com a região, permeada de extensas pastagens naturais, povoada por rebanhos de `gado bagual´. Muitos voltaram aos seus pagos apenas para buscar suas traias e famílias, vindo par a este nosso Sul, com armas e bagagens, se estabelecendo nas terras sem dono da extensa Vacaria. Foram encaminhados pela Coroa Imperial, para garantirem a fronteira reconquistada. Um desses capitães de guerra, que lutara os quatro anos num portentoso cavalo, volta com ess a montaria à sua querência. Porém o animal, estropiado pelos anos de guerra e pelas longas caminhadas, morre ao fim da marcha de retorno, para desolação de seu dono. Aqui chegando, o guerreiro guasca (gaúcho da fronteira) requer as terras da Coroa e funda sua querência, que nomeia `Fazenda 94´. Era 94 a marca do Império que seu brioso cavalo de guerra tinha na paleta!

Estas são páginas heróicas de um povo que tem orgulho de sua história e de seu papel na conquista e defesa destas fronteiras onde, com suor, lágrimas e até mesmo sangue, transformou cerradões desertos em celeiros para a Nação e o mundo. Nessa caminhada secular, da qual qualquer Nação se orgulharia, de repente, tais brasileiros se vêem tratados hoje, por grupelhos ideológicos, organizações internacionais e nichos de frustração localizados em órgãos governamentais, como reles `ladrões e ocupantes de terras indígenas´, esses nossos irmãos com os quais toda a Nação tem uma dívida secular e injusta. Não se corrige injustiças e incompetências históricas de toda a sociedade, transformando vidas honradas e destinos audazes em bodes expiatórios de politicas fracassadas, nem fazendo a Justiça curvar-se a sofismas antropológicos e manipulações maldosas, ideológicas e antinacionais.

É o que se dá hoje em nosso MS, quando a indústria de invasões indígenas financiadas com recursos externos ignorados pelo Estado brasileiro, dá um passo adiante e projeta-se na expansão de aldeias sobre propriedades particulares, mediante `identificações de terras indígenas´ unilaterais e abusivas. São passos para que nossos pioneiros e seus descendentes paguem, apenas eles, por uma divida histórica que é de toda a sociedade. E propositadamente, leitor, para semear distanciamento, rancor e antagonismo entre as comunidades. Enquanto isso, o Estado brasileiro, o eterno caloteiro, lava as mãos, pretendendo ainda aparecer na fita como promotor de justiça e paz, com promessas vagas de compensações para brasileiros que perderiam seus direitos diante de laudos onipotentes e facciosos. E isso, le itor, quando nada, nada na Constituição impede que se compre terra para as aldeias, quando o Governo Lula esbanja recursos emprestando 5 bilhões de dólares ao FMI e faz polpudas generosidades para africanos, bolivianos, paraguaios e palestinos, na campanha promocional do Presidente para seu Prêmio Nobel da Paz. Portanto, tudo indica que um grande calote nos espera.

Com esse barulho todo, esconde-se da sociedade o fracasso da política indigenista em dar condições ao índio para que ele alcance os benefícios da civilização, que é o seu desejo. Alardea-se o mito da desgraça indígena por `falta de terras´, quando as poucas que tem são frequentemente ociosas e os índios Cadiwéus, com seus quinhentos mil hectares vivem praticamente nas mesmas condições de aldeias que não têm um palmo de terra para plantar, pois nada plantam. A miserabilidade indígena é mantida para ser usada, manipulada demagogicamente para promover conflitos e angariar recursos externos. A mortalidade indígena por violência, devido à deterioração social administrada pela Funai, tem sido cinicamente apresentada ao mundo por organizações ideológicas falsamente religiosas, como res ultante de assassinatos por conflitos fundiários. Quando pioneiros rurais são expulsos de suas casas, que são detonadas, desmontadas e levadas para aldeias, tal como não se faz nem com traficantes, nunca apareceu um membro sequer do Ministério Público Federal para dar que fosse um `Bom Dia!´ aos cidadãos expulsos de suas casas e, claramente, do abrigo da Constituição Federal. Quem desmente os fatos e o olhar sectário de facciosos e pretensos defensores da Constituição, caro leitor?

Esse projeto ideológico, impatriótico, injusto, promotor intencional de mágoas e conflitos, prosseguirá seu curso? Com a palavra as comunidades atingidas, Sindicatos Rurais, Famasul e, sem dúvida, nosso Judiciário e políticos. E que Deus nos ilumine para que a Paz, integração e prosperidade possam vencer a ideologia de uns e a imaturidade de outros nos quadros do Estado brasileiro que, tantas vezes, trai a Nação". (Valfrido M. Chaves - O Pantaneiro)

 - Assista o vídeo         http://www.youtube.com/watch?v=rlzm7Gw6UMk
I M P U N I D A D E


7.22.2009



INSULZA, O SANGUINÁRIO, E A CONIVÊNCIA DE BARACK HUSSEIN

Reinaldo Azevedo

Há muita coisa inédita (ou quase) na crise hondurenha. O primeiro fato óbvio é que o chamado “golpe” foi desfechado para garantir a legalidade no país. Manuel Zelaya, o presidente deposto, é que havia jogado a Constituição no lixo. Outro elemento inusual é que o “civil” apeado do poder é que preparava uma ditadura, para a qual esperava contar com o apoio dos militares. Mas o mais surpreendente de tudo é haver no comando da OEA alguém como José Miguel Insulza.

Este senhor não tem competência intelectual e autoridade moral para ser o comandante de um organismo como a OEA. Onde já se viu um político na sua posição prever, antecipar e, de fato, insuflar um confronto armado? É o que ele está fazendo, atendendo, ademais, à convocação do próprio Manuel Zelaya.

Há um crime sendo preparada contra a população civil da Honduras. A imprensa do país denunciou há dias o tal Plano Caracas, segundo o qual Chávez, no comando da Alba, chefiaria um banho de sangue no país para permitir a reinstalação de Zelaya no poder. Notem: é o que está em curso. Todos os passos estão sendo dados nesse sentido. É um escândalo que o mundo não reaja a isso - ou melhor, reage: atua contra o governo interino, tentando desestabilizá-lo, a exemplo do que faz a União Européia, bloqueando recursos do país.

Honduras está cercada por governos delinqüentes, como os da Venezuela, Nicarágua, Equador, Bolívia e mais as entidades que deveriam atuar para evitar o conflito. Em vez disso, elas o estimulam. E tudo sob o silêncio cúmplice dos EUA. Barack Hussein está prestes a permitir um banho de sangue em Honduras. Tudo conforme Chávez prometeu e organizou. E a trágica ironia nisso tudo é que a ação se dá ao mesmo tempo em que Daniel Ortega se mobiliza para se perpetuar no poder em que o Beiçola de Caracas proíbe um desafeto seu de deixar o país, ameaçando-o com a expropriação de seus bens. Essa é a democracia que se prepara também em Honduras.

E quem é, de fato, José Miguel Insulza? É o homem que se mobilizou e se mobiliza para levar Cuba de volta à OEA - e atenção: ele é contra que se exija do governo cubano o cumprimento de qualquer cláusula democrática. Nesse caso, este escroque moral acredita que os demais países não devem se imiscuir na realidade política interna, entenderam?

Vocês já imaginaram o que aconteceria a um país ou a um líder de alguma entidade se insuflasse a luta armada em Cuba em defesa da democracia? E olhem que a ilha é o que Honduras não é: uma ditadura - não! Na verdade, é uma tirania.

A opinião de Insulza faz parte do lixo moral do nosso tempo. Que este senhor tenha chegado a tal cargo diz bem da qualidade dos governantes da América Latina.

Honduras está prestes a sofrer um assalto das forças da América Latina que hoje são aliadas objetivas do terrorismo e do narcotráfico. E tudo acontecendo debaixo do queixo erguido de Barack Hussein, este senhor dotado da suposta - e formidável - capacidade de iluminar o futuro, mas, tudo indica, conivente com as trevas do presente.

Blog Reinaldo Azevedo - 20 de julho de 2009 ( http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/ )

Importante, leia ainda: A DELINQÜÊNCIA POLÍTICA DO SECRETÁRIO-GERAL DA OEA


Mesmo na noite mais triste,
em tempo de servidão,
há sempre alguém que resiste,
há sempre alguém que diz não.
(Manuel Alegre)


Recebido por e-mail.

7.09.2009

Falta-nos Moral



Ternuma Reginal Brasília

Gen Bda Paulo Chagas


Caros amigos

Sempre acreditei que o mutismo e o imobilismo dos governos brasileiros da era pós-moral (1988 até nossos dias) com relação às violações dos direitos humanos em países como Cuba e Venezuela, para citar apenas dois, era devido ao respeito a preceito constitucional de não intervenção nos assuntos internos de países soberanos, mesmo que submetidos a governos tirânicos e totalitários, como é o caso dos citados.

Constato, hoje, à luz do caso de Honduras, que não se trata de obediência à Lei Maior, mas de pura conivência e de invejável fidelidade a acordos e planos traçados e tratados à sombra da liberdade democrática que fingem defender.

O bom exemplo dos poderes Legislativo e Judiciário de Honduras abre-nos os olhos para a necessidade de adotarmos, aqui no Brasil, procedimento semelhante em face de violações constitucionais correntes por parte do Executivo brasileiro, que se evidenciaram no imediato e orquestrado repúdio à atitude legal, independente, oportuna e soberana do Congresso e da Suprema Corte hondurenhos.

Com certeza os planos de expansão do socialismo bolivariano-chavista, arquitetados no Foro de São Paulo, não contavam com este percalço!

Todas as manifestações oficiais do governo brasileiro com relação a este incidente, desde o seu início, aliás, muito bem e legalmente administrado pelas autoridades hondurenhas, ferem a Constituição Brasileira, em particular a mais recente declaração do nosso itinerante primeiro mandatário, desta vez encontrado nos Champs Élysées.

O desrespeito à soberania de Honduras, evidenciado em declarações e manifestações exacerbadas de frustrados e consagrados tiranetes sul-americanos e outros oportunistas de plantão, é a única razão para a violência urbana, verificada nas últimas horas em Tegucigalpa e que resultou em choques e vítimas, até fatais.

Temos nas mãos a configuração ótima, de exemplo e circunstância, para fazer ver ao nosso Presidente Eleito que popularidade não é o mesmo que autoridade, cuja legitimidade repousa no cumprimento da lei, dentro dos limites estabelecidos por ela e não em arroubos demagógicos ao arrepio de preceitos constitucionais.

Vejam que em Honduras o Congresso e a Suprema Corte fizeram o que deveriam ter feito, cumpriram e fizeram cumprir a Constituição e livraram o país da pretensão deletérea de mais um candidato a ditador de meia tigela na busca de um passaporte para a perenização neo-comunista, com tudo que isto representa em termos de atraso, radicalismo, demagogia, apropriação indébita e confisco de bens e direitos.

O que falta a nós brasileiros para, como os cidadãos hondurenhos, defenestrar o usurpador dos limites de sua autoridade, arrogante, demagogo e canastrão, aboletado no Executivo desta desmoralizada Terra Brasilis? Exatamente isto: MORAL! Falta-nos moral para impor a moralidade! Escolhemos imorais para representar-nos no Congresso e aceitamos a presença de omissos e oportunistas na Suprema Corte.

No Brasil, e só no Brasil da era pós-moral, há leis que pegam e leis que não pegam. A Constituição Federal de 1988 é uma das que não pegou, aliás nasceu com este fim, sob a tutela daqueles que temiam a lei, a ordem, a moral, a ética e os bons costumes. Trata-se de uma obra de autoproteção, desmoralizada e inútil!


Recebido por e-mail.

5.24.2009

Perspectivas para a Marinha do Brasil

Eduardo Italo Pesce
Monitor Mercantil de 22/05/2009, p.2 (Opinião)

Até junho deste ano, devem ser elaborados os Planos de Equipamento e Articulação das Forças Armadas para o período 2009-2030. Até setembro, deve ser finalizada a proposta de um Projeto de Lei de Aparelhamento e Articulação da Defesa Nacional, a ser submetida ao presidente da República.

O Plano de Equipamento e Articulação da Marinha do Brasil (Peamb) deve substituir o Programa de Reaparelhamento da Marinha (PRM) existente anteriormente. O novo plano já inclui metas e prioridades estabelecidas pela Estratégia Nacional de Defesa (END).

No desenvolvimento do Poder Naval, a END propõe priorizar inicialmente a tarefa de negação do uso do mar, em relação às de controle de área marítima e de projeção de poder sobre terra. Em tal contexto, o emprego das forças navais, aeronavais e de fuzileiros navais visará às seguintes hipóteses:

I - defesa pró-ativa das plataformas petrolíferas, das instalações navais e portuárias, dos arquipélagos e das ilhas oceânicas nas águas jurisdicionais brasileiras;

II - prontidão para responder a qualquer ameaça, proveniente de Estados ou de forças não-convencionais ou criminosas, às vias marítimas de comércio; e

III - capacidade de participar de operações internacionais de paz, fora do território e das águas jurisdicionais brasileiras, sob a égide das Nações Unidas ou de organismos multilaterais regionais.

Nas águas jurisdicionais brasileiras (conhecidas como "Amazônia Azul"), duas áreas marítimas são identificadas pela END, como críticas para a defesa da soberania e dos interesses nacionais: a que vai de Santos a Vitória e a situada em torno da foz do Rio Amazonas.

A Marinha do Brasil deverá se reconstituir por etapas, como uma força balanceada e polivalente. O planejamento da distribuição espacial de suas forças no território nacional deverá priorizar a necessidade de constituição de uma segunda Esquadra, sediada no litoral Norte/Nordeste do Brasil.

Deve ser construída uma nova base naval nas proximidades da foz do Amazonas. A Baía de São Marcos, em São Luís (MA), é apontada por especialistas como o local mais conveniente. No acordo Brasil-França assinado em dezembro de 2008, está prevista a instalação de um estaleiro e de uma base para submarinos com propulsão nuclear na região de Itaguaí (RJ).

No novo estaleiro, serão construídos quatro submarinos de propulsão convencional (SBR), de projeto baseado na classe "Scorpène" francesa, a ser entregues entre 2014 e 2020. O acordo prevê ainda assistência técnica ao projeto do casco de um protótipo de submarino de propulsão nuclear (SNBR), o qual seria entregue por volta de 2020.

Em 2014 deve entrar em operação, em Aramar (SP), um protótipo do reator de água pressurizada desenvolvido pela Marinha para propulsão de submarinos. O reator e as máquinas para equipar o primeiro submarino nuclear brasileiro poderão estar disponíveis para instalação em 2019.

Já foi iniciada a construção de dois navios-patrulha (NPa) da classe "Macaé", de 500 toneladas, baseada no projeto da classe "Vigilante" francesa. Estão previstas 12 unidades. Em 2010, terá início a obtenção de cinco NPa de 1.800 toneladas, dotados de helicóptero orgânico, e a construção de quatro NPa de 200 toneladas, capazes de operar em águas costeiras ou nos rios da Amazônia.

Em 2010, começa a obtenção de um navio de apoio logístico (NApLog) capaz de reabastecer outras unidades no mar com combustível, lubrificantes, munição e víveres. Este navio terá completas instalações médico-hospitalares e será dotado de convés de vôo e hangar para helicópteros. Em 2011, deve ter início a construção de três fragatas polivalentes de 6.000 toneladas.

A necessidade de um navio de emprego múltiplo, semelhante ao navio-aeródromo de helicópteros de assalto (NAeHA) descrito em artigo deste autor no Monitor Mercantil de 04/06/2008, foi mencionada pela END. Um navio deste tipo (com ou sem doca para embarcações de desembarque) poderá ser construído para a Marinha do Brasil.

Além da construção de novas unidades, os planos da Marinha incluem a modernização de submarinos e navios de superfície, a fim de estender sua vida útil. Estão sendo adquiridas (em segunda-mão) algumas unidades auxiliares, para tarefas de apoio de menor complexidade. O Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) também vem recebendo novos equipamentos.

Está prevista a modernização do NAe São Paulo, que voltou à atividade em 2008, após um período de manutenção e reparos no AMRJ. Doze aeronaves de interceptação e ataque AF-1/AF-1A Skyhawk serão modernizadas, assim como seis helicópteros de esclarecimento e ataque AH-11A Super Lynx.

Foram adquiridos quatro (de um total que poderá chegar a 12) helicópteros anti-submarino SH-60 Seahawk. A Marinha receberá 16 dos 50 helicópteros de emprego geral EC-725 Super Cougar encomendados para as três forças singulares.

Espera-se para breve o início do processo de obtenção de um lote de seis aeronaves de asa fixa, para missões de alarme aéreo antecipado, reabastecimento em vôo e apoio logístico. Estas aeronaves serão provavelmente do tipo S-2T Turbo Tracker, modernizadas e dotadas de motores turboélice.

Um projeto mantido em compasso de espera é o do NAe destinado a substituir o São Paulo depois de 2025. Possivelmente, tal navio teria um deslocamento carregado de 40 a 50 mil toneladas e seria capaz de operar com cerca de 40 aeronaves de combate. Estes são os parâmetros mínimos (ainda que não os ideais), para operação com aeronaves modernas de tipo convencional.

Na END também é mencionado o desenvolvimento de uma nova aeronave embarcada de interceptação e ataque. O futuro da aviação de caça na Marinha do Brasil está ligado ao tipo de NAe que vier a ser selecionado para substituir o atual. A evolução da tecnologia também deverá ser levada em consideração.

Para que os planos de médio e longo prazo da Marinha realmente saiam do papel, será necessário assegurar um fluxo contínuo de recursos financeiros. A construção e a consolidação de um Poder Naval crível, capaz de defender a soberania e os interesses nacionais do Brasil no mar, irão requerer investimento contínuo, por mais de uma geração.

Eduardo Italo Pesce -Especialista em Relações Internacionais, professor no Centro de Produção da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Cepuerj) e colaborador permanente do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Escola de Guerra Naval (Cepe/EGN).
I M P U N I D A D E


Educação para o caos

Por: Arlindo Montenegro

Os livros didáticos são elaborados segundo diretrizes do Ministério da Educação escolhidos e aprovados por grupos acadêmicos, designados e remunerados para esta nobre tarefa. Se contrariam às diretrizes oficiais, dizem as editoras, não são adquiridos pelo governo.

Dia 19 p.p., a FSP publicou: “A Secretaria Estadual da Educação de São Paulo distribuiu a escolas um livro com conteúdo sexual e palavrões, para ser usado como material de apoio por alunos da terceira série do ensino fundamental (faixa etária de nove anos)”. Dizem já foi “recolhido”.

Há poucos dias foi distribuído outro livro em que o Paraguai aparecia duas vezes no mapa, além de outras incorreções no traçado geográfico. Ano passado os mudaram a história, ridicularizando a Princesa Isabel, Tiradentes e o Duque de Caxias.

Ângela Soligno, coordenadora do Curso de Pedagogia da Unicamp, revelou que existe “descuido do governo na preparação e escolha dos materiais", e que “o governo coloca à disposição dos docentes ferramentas frágeis de trabalho". A editora do livro didático e a Associação dos Cartunistas do Brasil dizem que: ”as informações colocadas, dessa forma na mídia, podem depor contra um trabalho sério nas escolas, de utilização de publicações de quadrinhos como ferramenta de incentivo à leitura e cultura nacional”.

“O que vemos é uma crucificação de um trabalho sério de artistas e da editora”, um livro premiado não sei por quem, com prefácio de Tostão, ex jogador de futebol, que pode ser utilizado em universidades “para o estudo do mundo do futebol e sua influência na cultura popular.” Agora sim! Ta explicado! O “livro didático” com trechos escritos em linguagem chula - "chupa rola", "cu" e "chupava ela todinha" e arte sexista, adquirido pelo Estado para distribuição às crianças da rede pública, não era para a criançada de 9 anos e sim para os moleques de nível universitário.

Esperei que um acadêmico, desses importantes medalhões da cultura nacional, explicasse que a educação está mesmo entregue às baratas, melhor dito, aos ratos encarregados de empestear as mentes da criançada e dos moleques universitários com o discurso da desconstrução de valores, ideais, senso de liberdade, pátria, família, religiosidade, responsabilidade... preparando “as massas” para a nova religião do partido único universal.

Estas bestas prestigiam e aplaudem o quem vem sendo elaborado pelo Clube Bilderberg, através do Instituto Tavistoc e milhares de fundações, associações e institutos espalhados pelo mundo, prestigiando e remunerando acadêmicos, “professores”, “pesquisadores”, “autoridades”, que ajudam na formatação de estruturas sociais para atender e submeter-se a um futuro governo global.

O Clube dos 300 “donos do mundo” exerce seus controles através desses Institutos, Agências e Universidades. Sigmund Freud foi morar em Londres. O sobrinho de Freud, Edward Bernays foi para os EUA, onde desenvolveu estudos sobre as imagens que impactavam o cérebro, o intelecto e a memória das pessoas, relações entre os indivíduos e os sistemas sociais.

Os “300” (Bilderberg) passaram a utilizar o conhecimento para interferir na cultura, na política e submeter nações, agindo sobre a tendência dos acadêmicos colonizados, que preferiam o conforto, distante da realidade de seus povos e o “prato feito” oferecido por intelectuais do hemisfério norte. Homens destituídos de curiosidade e liberdade mental, em sua maioria. Oportunistas “marxianos”.

Assim, os colonizadores foram moldando a forma como as crianças alteradas por drogas, poderiam aceitar a mudança de crenças, costumes, governo, direito, família, valores, a própria cultura, com pornografia, divórcio, aborto, doenças sexuais, racismo e violência crescente. Hoje isto é concreto! O objetivo dos controladores era promover o declínio moral, espiritual, cultural, político e econômico, submetendo governos e nações. Um dos instrumentos foi a idéia de liberação espalhada pela Teologia da Libertação engendrada pelos jesuítas.

Criaram os instrumentos de pesquisa, sem consideração aos valores éticos para atender aos interesses dos governantes controladores de todas as iniciativas. Alimentam bancos de dados liberando acesso a cientistas comportamentais, que resumem padrões, atualizam tendências e publicam a “opinião” ampliando os resultados no interesse do cliente governante.

No momento vivemos mais uma das etapas mundiais da agenda dos 300: o colapso das economias e o caos político global, para enfraquecer as nações e desmoralizar os trabalhadores com o desemprego em massa. A tal “marolinha” para quem entende do risco do bordado, como Daniel Estulin, está apenas começando.

A propaganda e manipulação da opinião pública, a agenda do Instituto Tavistock de Londres é revelada nos livros de David Icke e do Dr John Coleman, "A Hierarquia dos Conspiradores: A História do Comitê dos 300" e “A NovaOrdem Mundial”, fundamentados em documentos do Departamento de Estado Norte Americano, Fundações Ford e Rockfeller, Universidades, Institutos e Fundações espalhadas pelo mundo “civilizado”.

Quando a violência, as drogas, a pornografia se instala em nossas escolas e os responsáveis pela educação atribuem isso a “descuido do governo” com “ferramenta de incentivo à leitura e cultura nacional”, temos a medida do descuido, do desprezo, da preguiça, da histórica ausência de objetivos pátrios, da dormência dos nossos intelectuais colonizados.

Estamos diante da rendição incondicional dos que nos governam aos interesses dos “donos do mundo”. Qualquer cidadão medianamente alfabetizado, pode acessar e entender o verdadeiro papel das fundações e institutos que eles financiam. Então pode entender sobre baixos salários, altas taxas de juros, destruição da família, a degradação das igrejas e Teologia da Libertação, Foro de São Paulo, violência criminosa, drogas, subversão da educação, corrupção e esgoto mental das decisões políticas que conduzem ao estado totalitário.
Arlindo Montenegro é Apicultor
do: http://www.alertatotal.blogspot.com
I M P U N I D A D E

4.08.2009

EM DEFESA DO ÚLTIMO BASTIÃO DO NACIONALISMO: A ESCOLA SUPERIOR DE GUERRA *


ANTONIO CELENTE VIDEIRA * *

Nesta casa, estuda-se o destino do Brasil, para melhor servi-lo.

(Mal. Humberto de Alencar Castelo Branco)

Os meus deslocamentos para Brasília, a serviço, deixaram-me estupefato diante dos comentários desairosos sobre a nossa Escola Superior de Guerra (ESG). Dentre os absurdos, segundo a minha ótica, destaco:

a ESG está ultrapassada e não serve para mais nada;

o Método de Planejamento Estratégico da ESG parou no tempo e no espaço;

a ESG no Rio de Janeiro está deslocada. Urge a sua transferência para Brasília, a fim dos políticos fazerem seus cursos.

Paro por aqui para não me alongar, mas digo que são produções infundadas, não se sustentando com cinco minutos de diálogo, se confrontadas com as reflexões dos que conhecem e vivem a ESG e pensam diferente.

Refutação da afirmação de que a ESG no Rio de Janeiro está deslocada, por isso urge a sua transferência para Brasília para os políticos fazerem seus cursos

Voltando à nossa ESG, fiquei constrangido quando alguém me disse que com a ESG vindo para Brasília, nossos políticos voltariam a fazer parte do seu Corpo de Estagiários. Esta é uma afirmação tão infantil que dá para perceber a falta de largueza perceptiva.

Onde já se viu o político atual deixar de participar da “festinha junina” do interior do seu estado no Norte ou no Nordeste para assistir aulas de Cratologia (estudo do Poder) ministrada pela ESG? Se Brasília é hoje local para sediar a ESG, por que, aproximadamente, há dez anos, não acontecem Ciclos de Estudos de Política e Estratégia (CEPE) na Delegacia da ADESG da Capital Federal? Por que o GETRAM (Gerência Executiva de Transporte e Mobilização), um excelente Curso de Logística de Transporte, ministrado pelo Exército Brasileiro, em parceria com a Faculdade da Terra, não foi para frente? Qual o motivo que influenciou a não permanência do antigo Curso Intensivo de Mobilização Nacional (hoje Curso de Logística e Mobilização Nacional – CLMN) em Brasília, funcionando naquela cidade no curto período de 1982 a 1986, a retornar para a ESG em 1993?

Essas são questões que não se calam e não podem ficar fora do estudo do processo decisório (se é que vai haver) sério para remoção de uma Escola como a nossa.

Refutação da afirmação de que a ESG está desatualizada e inútil

Por outro lado, quer queira ou não, o Rio de Janeiro é ainda o Centro Cultural do Brasil, gozando a ESG o privilégio de estar nas proximidades da Academia, isto é, recebendo conferencistas de universidades do próprio Rio de Janeiro, Minas gerais, São Paulo e, até mesmo, de Brasília, a menos de uma hora e meia de vôo.

Em contrapartida, Brasília, uma cidade altamente politizada, vai desconfigurar o último "bastião" onde se estuda o Brasil, entre civis e militares, de forma isenta e imparcial. A Escola de Estado vai se transformar em Escola de Governo. Substituir-se-á um aprazível local, com tradição, nascedouro do Rio de Janeiro, com a chegada de Estácio de Sá, por instalações frias, ilhadas pelo sentimento público fantasioso que não retrata, graças a Deus, os verdadeiros anseios do povo brasileiro. Em suma, trocar-se-á a cidade maravilhosa, decorada com os encantos da natureza, pelo arrroubo da urbe empedrada, contendo, na intangibilidade de suas linhas arquitetônicas, a insipidez dos interesses grupais.

Se a ADESG de Brasília não promove CEPEs há dez anos, a ESG, “sediada no Rio de Janeiro”, projeta o seu braço na Capital Federal, através do Curso de Gestão de Recursos de Defesa (CGERD), produzindo elevados elogios, a partir de oficiais das três Forças Singulares e civis de repartições públicas que tiveram o privilégio de freqüentarem suas aulas e palestras por prestarem serviço em Brasília. O fato do CGERD estar dando certo em Brasília é porque, no seu bojo, guarda a mística do método de ensino da ESG forjado por ícones como os Marchais Oswaldo Cordeiro de Farias, Juarez Távora, César Obino, Desembargador Antonio de Arruda e tantos outros abnegados pela causa “esguiana”.

A evolução desse método, em sincronia com o comportamento do mundo atual, deve-se à dedicação do seu Corpo Permanente, ao qual tenho a honra de pertencer e que, sem alardes, pesquisa e se atualiza, procurando fazer o melhor, não obstante os óbices naturais da Administração Pública.

Quanto ao inconsistente argumento sobre a desatualização do conteúdo programático, não sei de onde isto está vindo. A ESG é parceira da COPPEAD, quando todos os seus cursos têm professores, além dos brilhantes membros do Corpo Permanente, os daquela Instituição, cujo posicionamento é destaque em excelência de Gestão Estratégica no Brasil e no mundo. A COPPEAD, desde 2001, por seis vezes, no Ranking Anual do Financial Times, está classificada entre os 100 melhores programas de MBA do mundo e posiciona-se entre os 12 programas de pós-graduação em Administração da América Latina, segundo a revista chilena América Economia.

Com a Universidade Federal Fluminense (UFF), está-se buscando uma parceria, em fase final de concretização, na área de Defesa. Aliás, no Segundo Simpósio de Defesa, realizado no período de 15 a 18 de julho do corrente, pela Associação Brasileira de Estudo de Defesa (ABED), na UFF, com a participação das escolas militares de Altos Estudos, de Aperfeiçoamento e de Formação das três Forças Singulares, além de diversas universidades do Brasil, representadas por professores e mestrandos, lá estava a ESG, com alguns de seus professores, todos também doutores e mestres, formados por centros de excelências em pesquisa. Suas apresentações temáticas foram alvo dos mais efusivos elogios proferidos por oficiais da Aeronáutica, todos meus ex-cadetes, destacando-se esses professores como superiores, em profundidade e em objetividade, em relação aos demais que lá naquele simpósio também se apresentavam.

Por conseguinte, não consigo entender por que flui a conversa de termos um Corpo Permanente despreparado. Se forem levantadas as qualificações dos membros do Corpo Permanente, verificar-se-á que a grande maioria possui mestrado e doutorado, reconhecidos pela Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (CAPES). Além disso, existe uma intensa produção de artigos em periódicos diversos e participação em simpósios e congressos, denotando a ESG ser possuidora de excelente “capital intelectual”.

Outra parceria que a ESG tem é com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), cujos beneficiários são os estagiários dos Cursos de Gestão de Recursos de Defesa (CGERD), Logística e Mobilização Nacional (CLMN) e Altos Estudos de Política e Estratégia (CAEPE). Afora isso, existe forte relacionamento com escolas congêneres à nossa, através de protocolos de intenções e de cooperações, com países como China, África do Sul, Angola, Chile, Estados Unidos, Colômbia, Namíbia, Peru, Portugal, Uruguai e Espanha, além de receber comitivas de nações como França, Inglaterra, Singapura, Coréia do Sul e tantas outras e lá também comparecendo com as nossas, travando intensa troca de experiências com o mundo, de uma maneira geral, em assuntos de estudos relacionados à geoestratégia, defesa, segurança, economia e outros. Então, não vejo onde estar deslocado em relação aos demais Institutos de Altos Estudos espalhados pelo mundo.

Refutação da afirmação de que o Método de Planejamento Estratégico da ESG parou no tempo e no espaço

Por fim, é vergonhoso falar que o nosso Método de Planejamento Estratégico está ultrapassado. Cabe aqui mencionar, como algo interessante nesta discussão, que não se faz qualquer tipo de crítica quanto ao Estudo de Estado-Maior ou ao Exame de Situação, ambos ministrados nas três Escolas de Altos Estudos das nossas Forças Singulares.

Mas, quanto ao nosso Método, não - este seria antiquado. Ora, além do Estudo de Estado-Maior e do Exame de Situação, tive a oportunidade de estudar outros, quando fiz o Mestrado em Gestão e Tecnologia. A análise SWOT (Strengths-Força; Weaknesses-Fraqueza; Opportunities-Oportunidade; Threats-Ameaças), o método Analytic Hierarchy Process (AHP), a Pesquisa Operacional (PO), a Decision Support System (DSS), o Jogo de Empresa, a Análise Multicritério, utilizando, em alguns casos, o aplicativo informatizado “promoden”, como uma ferramenta de simulação, indicando soluções ótimas, tudo em cima de autores como Michael Pidd, Tamio Shimizu, Max H. Bazerman, Luiz Flávio Autran Monteiro Gomes e outros expoentes do estudo da Propedêutica e da Heurística.

Em nenhum momento, percebi inferioridade no Método de Planejamento Estratégico da ESG. Pelo contrário, o nosso Método, com o auxílio da ferramenta PUMA, é, sobremaneira, objetivo, elucidativo e amigável diante das incertezas do decisor e superior aos mencionados acima, na configuração de cenários prospectivos.

Logo, são inconcebíveis determinadas afirmações, em relação à nossa ESG, cujo teor ainda não percebi a qual fim se quer chegar.

A reação justa em defesa da ESG

Diante da inverdade maldosa, produzi um documento ao Comando, sendo imediatamente tomadas providências, como por exemplo, a designação de um Grupo de Trabalho (GT), utilizando-se das inteligências de alguns membros do Corpo Permanente, com o objetivo de demonstrar o quanto custará de negativo, para o País, essa medida unilateral (de transferência da ESG).

Esse GT produziu um documento de abordagem profunda, a partir da pluralidade de reflexões de seus componentes, afastando decisões unilaterais e autoritárias, nefastas às soluções sensatas e efetivas.

A transferência da ESG para Brasília, perdoem-me, não pode se concretizar sem uma análise das Linhas de Ações Preliminares (LAP) estabelecidas por esse GT. Se isso acontecer, a decisão não será técnica, mas levará a concluir que estará eivada de um viés dúbio.

O jogo do caos factual

Com a divulgação da Estratégia Nacional de Defesa, no dia 07 de setembro, tendo no seu bojo, em um de seus parágrafos, a transferência da ESG para Brasília, bem como o pronunciamento do Exm. Sr. Ministro da Defesa, no VIII Encontro Nacional de Estudos Estratégicos (ENEE), no dia 07 de novembro, na Universidade da Força Aérea (UNIFA) e a conseqüente publicação de suas palavras no jornal O Dia, de 08 de novembro, elucidou-se a incógnita da equação, fazendo-nos entender que a “cantilena” do demérito e a inversão dos fatos sobre a ESG, previamente tão enfatizada, visa sensibilizar o Congresso Nacional a aprovar a Estratégia Nacional de Defesa, com a transferência da ESG para Brasília.

Percebe-se um arranjo velado e o que está em jogo é a manutenção ou não de um centro que estuda desenvolvimento, defesa e segurança, mas, muito mais do que isso, discutem-se os valores morais de uma nação, diante das crises nacionais dos últimos tempos, principalmente junto às nossas elites, “estraçalhando” o que é mais relevante na contextualização de um povo: a justiça.

Eu me pergunto: Por que essa investida contra a ESG? Será que prevalece ainda o mito fantasioso e revanchista de que a Revolução de 1964 nasceu no interior de suas instalações? Qual o motivo de tentar-se acabar com a ESG, nos anos de 2004 e 2005, não indo à frente, e agora surgir uma nova proposta traduzida na sua transferência para Brasília? O que a Escola cometeu de errado, em termos de cumprimento da sua missão-fim, para ser assediada subliminarmente? Não seria mais sensato apontar, com embasamento, as possíveis falhas e solicitar e/ou conjuntamente executar as devidas correções? Será que é proposital a notícia-surpresa, objetivando impactar nefastamente, em termos psicológicos, a todos da Escola e, com isso, obstruir a difusão do nosso Pensamento Estratégico à Sociedade Brasileira?

É, portanto, com tristeza e desconfiança que percebo um movimento maldoso e mentiroso em relação ao relevante papel da ESG no contexto nacional.

Parece que a técnica subliminar de Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda do Terceiro Reich, está se concretizando, naquilo que foi denominado “a grande mentira”. Afirmava, enfaticamente, aquela autoridade que “quanto maior a mentira e quanto mais fosse repetida como é o caso da construção de que a ESG parou no tempo e no espaço , mais facilmente será aceita pelas autoridades constituídas e pelas elites pensantes do País”.

Indignado percebo todo um movimento ardiloso contra a ESG, não podendo, desta feita, como membro do Corpo Permanente e agora sendo guindado, no Instituto de Geografia e História Militar Brasileira (IGHMB), a tomar acento na cadeira de nº 61, cujo patrono é o Padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão, silenciar-me e permitir que com uma “canetada”, em recinto fechado, sem um prévio e sério estudo, estabeleça-se o destino de uma causa que muito custou a verdadeiros idealistas. Estes jamais podem ser traídos por tudo que fizeram em prol de um “Santuário do Saber” que se chama Escola Superior de Guerra.

Encerro essas minhas considerações externando que a pior coisa que pode acontecer à criatura envolta numa causa nacional “não é ser punida pela justiça dos homens, mas condenada, eternamente, pelo Tribunal da História”.

Logo, em nossas mãos, está o destino desta Escola que muito tem feito pela Pátria.

________

* Íntegra do artigo em: http://www.imortaisguerreiros.com

* Antonio Celente Videira – Cel. Int. R1 Aer.

Os subtítulos foram introduzidos pelo Editor do http://libertador-liberdade.blogspot.com/

Transcrito da página: http://www.sacralidade.com/

4.05.2009

Um documento histórico

"ORDEM DO DIA DO GEN CMT DA AMAN"
Em 02 de abril de 1964

Gen Bda EMÍLIO GARRASTAZU MÉDICI - Cmt da AMAN


Como é imperativo nas situações de emergência que, por dever de ofício,
vez por outra têm de enfrentar as Forças Armadas, a atitude histórica
tomada pela Academia Militar das Agulhas Negras foi fruto de acendrado
espírito patriótico, de profunda reflexão e do reconhecimento de suas
grande responsabilidades no panorama nacional.

O senso de patriotismo, que temos cultivado diuturnamente, nos vem da
apreciação das páginas gloriosas de nossa História e da devoção, sincera
e continuada, que nos empenhamos em manter e fortalecer para com os
elementos fundamentais da nacionalidade brasileira.

A meditação, dedicada à evolução da situação nacional e, muito
particularmente, à sua fase aguda, nos foi propiciada pelo interesse em
bem servir às legítimas aspirações de nosso povo, pela formação que nos
foi proporcionada no ambiente militar brasileiro e pelo equilíbrio que,
de regra, soe advir da convicção nos ideais formulados e perseguidos
pelos que amam o seu berço natal, a sua família e a sua Pátria.

As responsabilidades da Academia no panorama nacional sempre se nos
afiguraram patentes, em face dos anseios que nos norteiam, do trabalho
que habitualmente executamos e do muito que, num Exército eminentemente
democrático, produzimos dia-a-dia em prol da segurança nacional e do
progresso geral do país.

Estes três pontos básicos, meus camaradas, materializam a orientação
que, conscientemente e inundados de fervor cívico, seguimos nos últimos
dias. Tenho a certeza absoluta de que, ao seguí-la, adotei a única
direção de atuação que despontava, clara e insofismável, do nosso
passado, de nossa presente preocupação com o restabelecimento da
Hierarquia e da Disciplina, e de nossos anseios relativos ao futuro.
Diante das notícias des ncontradas que inundavam o país, na noite de 31
Mar p. passado, constituí um E M operacional. Coloquei em estado de
alerta o CC e dei ordem de prontidão ao BCS.

Com o evoluir dos acontecimentos, ligados a fatos concretos ocorridos em
vários Estados da Federação, os planos e as medidas de controle foram
sendo aprofundadas e, na madrugada de 1° Abril, por seu Cmt, a Academia
declarou-se a favor daqueles que pugnavam pelo restabelecimento, no
país, do clima coerente com suas tradições cristãs e com os sentimentos
patrióticos da maioria esmagadora do povo brasileiro. Quando o panorama
pareceu claro, a mim e a meus colaboradores diretos, não hesitei um
instante em declarar a grave decisão que tomara, pois a sabia
inteiramente legítima, dada a consciência cívica e o fervor patriótico
de meus comandados.

Em decorrência da decisão formulada, empregamos a Cia Gda do BCS na
vigilância dos pontos críticos em torno de RESENDE, estabelecemos as
premissas do controle da localidade e a efetivação das primeiras medidas
correlatas, e passamos a planejar o emprego do CC.

Na manhã do dia 1°, foram desencadeadas as operações de controle da
cidade e as medidas de segurança convenientes. Enquanto isso ocorria, a
situação militar se complicava no Vale do Paraíba e, diante da
possibilidade efetivamente existente, de tropas do I Exército virem a
dominá-lo em todo o território fluminense, só me restou uma atitude a
tomar, dentro do quadro geral já traçado: ordenar o emprego imediato do
CC na região a E de Resende, em conexão com o 1° BIB (Barra Mansa) e em
ligação com o 5° RI, que avançava de Lorena.

A sorte estava lançada: duas proclamações foram preparadas e divulgadas,
ao tempo em que sentia, a cada minuto, crescer o ardor combativo de meus
comandados, em todos os postos da hierarquia.

O empenho desassombrado da Academia, na ocupação efetiva do terreno e
nos preliminares da luta armada que se desenhava, alcançou repercussão
magnífica para a causa que abraçáramos, seja na população civil, seja no
seio das próprias tropas com que, provavelmente, nos defrontaríamos.
Posso, mesmo, asseverar que nossa atitude se constituiu em fator dos
mais decisivos para o rumo que, afinal, vieram a tomar os
acontecimentos, no Vale do Paraíba e quiçá no BRASIL, cujo ponto,
culminante foi a reunião na Academia, às 1800 horas de ontem, dos dois
eminentes chefes militares que detinham os comandos das forças federais
em SÃO PAULO e na GUANABARA.

Oficiais, Cadetes Sargentos, Cabos, Soldados e Funcionários Civis da
Academia: nosso dever formal e de consciência foi cumprido com elevação
e dignidade. O Exército Brasileiro, democrático e cristão, mais um vez
interveio nas lutas nacionais para restabelecer o rumo adequado a nossos
sentimentos e dos postulados de nossa crença cívica.

Todos podem estar tranqüilos: o que a Pátria de nós poderia esperar lhe
foi dado no momento oportuno e com a abnegação que nos caracteriza, no
quadro geral de uma colaboração irrestrita e corajosa, que tocou
vivamente minha consciência de homem, de cidadão e do soldado. A todos,
pois, o agradecimento enternecido da Pátria Brasileira.

Cadetes!

Ao decidir empregar a Academia e, em especial, o Corpo de Cadetes, eu e
meus assessores diretos fomos tomados de viva emoção. Lançávamos, assim,
o sangue jovem do Exército na liça e corríamos o perigo de vê-lo
umedecer as velhas terras do Vale do Paraíba. Mais forte que ela, porém,
foram o sentimento de nossas responsabilidades e o conteúdo energético
de nosso ideal de, no mais curto espaço de tempo, restaurar os
princípios basilares de nossa instituição. Vosso entusiasmo, vosso
idealismo imaculado, vossa fé nos destinos do país e vossa dedicação aos
misteres militares foram os elementos fiadores da decisão então tomada,
que acabou por contribuir de modo ponderável para a solução da crise, em
nossa área de operações.

Após 29 anos de alheamento, a Academia Militar voltou a empenhar-se
ostensivamente na luta pelo aprimoramento de nossas instituições e pela
tranqüilidade de nosso país. Vós o fizestes, com pleno sucesso e com
admirável galhardia. Que, por isso, a História Pátria lhes reserve uma
página consagradora, fazendo-os ingressar no rol daqueles que, despidos
de qualquer ambição ou interesse subalterno, um dia se dispuseram a
lutar pelo país que nossos descendentes hão de receber engrandecido e
respeitado.

Cadetes: pela História, atingís os umbrais da glória.