De aviões Super Tucanos como estes da foto, produzidos pela EMBRAER, saíram as poderosas bombas cluster que arrasaram com o ninho de cobras assassinas das FARC-EP, ontem, na fronteira da Colômbia com o Equador. Os aviões brasileiros, em número de 12, foram adquiridos há pouco pelo Governo da Colômbia. A Venezuela, ao contrário, prefere aviões russos. Senta pua, Brasil!3.02.2008
Parabéns, Embraer! Parabéns, Brasil!
De aviões Super Tucanos como estes da foto, produzidos pela EMBRAER, saíram as poderosas bombas cluster que arrasaram com o ninho de cobras assassinas das FARC-EP, ontem, na fronteira da Colômbia com o Equador. Os aviões brasileiros, em número de 12, foram adquiridos há pouco pelo Governo da Colômbia. A Venezuela, ao contrário, prefere aviões russos. Senta pua, Brasil!2.29.2008
Uma reflexão sobre os militares no contexto da soberania nacional do Século XXI
Há alguns dias, movido pelo mais patriótico dos sentimentos e dotado de um senso crítico o mais imparcial possível, mergulhei numa pesquisa para entender o PORQUE das políticas de total desinteresse dos últimos governos em relação às Forças Armadas.
Moveram-me inicialmente três preocupações:
1) a vulnerabilidade do país como nação de riquezas por explorar e um espaço gigantesco cobiçado – a Amazônia, mais do que O PULMÃO DO MUNDO;
2) a desmotivação dos militares, cujos vencimentos são cada vez mais precários e secundarizados em relação às demais atividades de Estado e
3) o estado obsoleto dos equipamentos militares, ao lado da inexistência de um projeto de atualização tecnológica.
Tudo começou com um emocionante e-mail de uma leitora, a propósito da mobilização das esposas dos militares para garantir o que já fora apalavrado no final do ano passado – uma atualização ainda que limitada dos vencimentos da tropa.
Como jornalista inquieto, que teve a carteira assinada como repórter do jornal ÚLTIMA HORA, no dia 17 de fevereiro de 1961 – portanto antes de completar 18 anos - percorri diversos caminhos e tomei várias direções.
Independente de minha formação nacionalista que pode inconscientemente conter um certo ingrediente xenófobo, quis projetar o Brasil de amanhã, onde meus dois “filhos-netos” vão ter que “SABER MUITO” em suas profissões para ter uma vida digna sem se afastar da minha própria razão de ser – a honestidade acima de tudo.
Nesse mergulho, nem sei o que de fato aconteceu no carnaval, Soube de uma ou outra coisa pelas manchetes dos jornais, que leio no café da manhã. Praticamente aboli a leitura dos e-mails, que costumo responder em média de vinte por dia, e esqueci duas preocupações que me dizem respeito diretamente:
1. O golpe solerte e insustentável à luz do direito de que tenho sido vítima no âmbito da Justiça de segunda instância do TJ-RJ, que por uma LIMINAR INACREDITÁVEL me afastou da Câmara Municipal do Rio de Janeiro para beneficiar o suplente, sob a alegação mentirosa de que, por pura ilação abusiva, eu teria renunciado ao mandato quando ainda não exercia e fora dos procedimentos previstos constitucionalmente, algo que FICARÁ COMO UMA MANCHA INDELÉVEL A FACE RUBRA JUSTIÇA BRASILEIRA;
2. A minha compreensão sobre o processo político na cidade do Rio de Janeiro, exposta a um ambiente da mais absoluta mediocridade, com o mais abominável desprezo pelo interesse público, em proveito de ambições personalistas, o que me levou a oferecer meu nome como pré-candidato a Prefeito da cidade, dentro do PDT, algo que certamente será uma batalha muito difícil, até por minhas características pessoais: quem me conhece sabe que sou O AVESSO DO POLÍTICO TRADICIONAL HIPÓCRITA E ENGANADOR, PARA O QUAL SÓ CONTA CHEGAR AO PODER E DELE TIRAR O MÁXIMO DE PROVEITO PESSOAL.
Fique claro, para que não manipulem mais uma vez o que escrevo, que não pretendo em HIPÓTESE ALGUMA abrir mão do direito ao mandato que a Justiça demora em devolver, mesmo sabendo que não podia tê-lo expropriado, nem tão pouco vou deixar de tentar demonstrar que, aos 65 anos de muito chão percorrido, sou o nome mais preparado dentro do PDT para disputar a eleição majoritária, ainda que isso implique em abrir mão de um quinto mandato de vereador, certamente mais fácil de conquistar.
Mas a ansiedade em relação ao Brasil do Século XXI, o Brasil dos meus filhos-netos e dos meus netos, me levou a um MERGULHO NAS PROFUNDEZAS DO QUE RESTA DE VERDADE, extrapolando as fronteiras de minha proposta inicial e permitindo descobertas jamais imaginadas, inclusive da natureza do processo de poder no Brasil dos últimos 50 anos, onde os militares foram levados a um golpe de Estado para preservar a hierarquia e impedir a “ameaça comunista”. Comandados por uma cúpula que gostou de mandar e desmandar com o apoio da força, os militares blindaram nesses 20 anos um regime autoritário acreditando que não havia outra opção. E só foram descartados no dia em que abriram os olhos e decidiram tomar algumas decisões estratégicas independentes, das quais a mais suicida foi a assinatura do acordo nuclear com a então Alemanha Ocidental, em 1975, contrariando interesses do complexo econômico norte-americano, especialmente de westinhouse, que já havia fornecido o primeiro reator, em 1971.
Descobri tanta coisa que, já tendo escrito 67 mil caracteres (equivalentes a 11 colunas de 6 mil caracteres na TRIBUNA DA IMPRENSA) acho que ainda terei muito o que farejar e revelar.
É nesse sentido que lhe escrevo hoje, após mais uma madrugada inteira de trabalho, aproveitando essa mágica ferramenta da Internet.
Creio ter reunido ingredientes para um novo livro – o oitavo – (ou uma revista de debates) e para oferecer a todos os brasileiros, “gregos e troianos”, uma contribuição séria que poderá ensejar o renascimento de um pensamento atuante para além da WEB.
Sim, porque não é crível que o nosso povo tenha sido aprisionado pela síndrome da mais deplorável alienação, indo às ruas apenas pelo prazer hedonista compensatório, em manifestações de incontida catarse que levaram dois milhões atrás do “Galo da Madrugada”, em Recife, outros tantos, por uma semana, ao som do trio elétrico em Salvador e 500 mil, numa instável manhã de sábado no sarro do Cordão do Bola Preta do Rio de Janeiro, sem falar dos que juntaram suas economias e fizeram dívidas para desfilar nas escolas de samba ou ir aos sambódromos fruir de seus encantos sensuais, luxo, beleza e a mesma “mis en scène” de todos os anos, com algumas novidades marcadas pela substituição do verdadeiro sambista por exibicionistas que fazem do desfile uma festa cada vez mais distante de suas raízes negras e cada vez mais espetaculosa por quem não sabe o que é o samba no pé.
O objetivo desta comunicação é pedir sua colaboração, através de comentários, informações, documentos, o que esteja a seu alcance. A proposta do livro é tratar do papel dos militares no contexto da soberania nacional desses novos dias em que a nossa Amazônia está sendo violentada por todos os flancos, através de artimanhas cínicas, como a infiltração de organizações não-governamentais financiadas por ambiciosos interesses apátridas, que se valem de causas generosas – como a indígena e a ecológica - como cavalos de tróia de sua desnacionalização.
Estou chegando ao âmago do complô, mas vejo claramente que ainda há muito que descobrir, tal a abrangência do processo de desfiguração do país, que leva a um estado de falência moral, em função da qual, como cita o professor Marco Cepik, em brilhante estudo sobre “Regime político e sistema de inteligência no Brasil: legitimidade e efetividade como desafios institucionais”, os dados da pesquisa de opinião Latinobarómetro para 2004 indicam que apenas 4% dos entrevistados no Brasil confiam nas outras pessoas.
Creio ter chegado a hora de uma corajosa reflexão que envolva todos os brasileiros que ainda acreditam na força do pensamento e estejam dispostos a somar sua sensibilidade ao imperativo de uma nova missão.
Espero que você me ajude nessa tarefa, que é de todos nós, patriotas sobreviventes.
Aguardo sua palavra.
Pedro Porfírio
2.24.2008
Levanta Brasil! Cidadania-Soberania-Moralidade
Agradeço as oportunas e coerentes intervenções dos comentaristas criticando o proselitismo irresponsável, que chega ao absurdo em suas idiotices de considerar "golpismo" o instituto da ação popular que exsurge do proprio princípio republicano, pois o patrimônio estatal é público, pertence ao povo e por este deve ser fiscalizado. O beneficiário da ação popular é o povo, eis que tem por finalidade anular ato lesivo ao patrimônio público, à moralidade administrativa, ao meio ambiente, etc.
É sim DEVER de todo brasileiro de bem não se calar e bradar
Levanta Brasil! Cidadania-Soberania-Moralidade
2.21.2008
Sinto vergonha de mim...
Todos nós cidadãos de bem sentimos vergonha hoje também, deste governo imoral e deste povo que não sabe lutar e que perdeu a noção de ética e de moral.......
Este vídeo foi enviado para todos os senadores.
Só se espera que o Sr. Lula não mande a TV Cultura fazer com o Boldrin, a mesma coisa que fizeram com a Salete Lemos e a Record com o Boris Casoy.
Entrem no site e vejam o vídeo Senhores senadores e Senadoras, quem sabe lhes bata a porta da educação, do patriotismo, da dignidade, da honra e também da justificativa da educação que lhes deram, se não, escute uma bobagem que aos corações vis não lhes faz honra.
Tenha um minuto de atenção antes que lhes seja tarde a razão de ter vivido os valores da própria vida.
O mínimo a se fazer é repassar, repassar para o Brasil inteiro escutar e pensar à respeito.
Se não abrir, entre no site do Rolando Boldrin e clique no vídeo.
Postado por Impunidade > Vergonha Nacional
2.18.2008
Governo enfrenta enxurrada de ações
Gastos com cartões corporativos, medidas para compensar fim da CPMF e principais projetos de interesse político são contestados no Supremo. Em breve, assistiremos ações contra crime patrimonial e de lesa-Pátria. A família Da Silva que se cuide porque toda a blindagem a sua volta será pouca.
Por Felipe Recondo (*)
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou o ano com seus principais projetos e interesses político e administrativos nas mãos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Praticamente todas as medidas que foram anunciadas pelo Palácio do Planalto neste ano e dependem de alguma legislação para serem adotadas estão sub judice no STF.
Desde 1º de janeiro chegaram ao Supremo nove ações diretas de inconstitucionalidade contra decisões do governo, seis delas ajuizadas pelos partidos de oposição. Seis mandados de segurança já foram impetrados. E das cinco medidas provisórias assinadas por Lula neste mês e meio de 2008, quatro são contestadas no STF.
O mais recente alvo dos oposicionistas é o sigilo mantido sobre os gastos da Presidência com os cartões corporativos. O governo tem alegado que o segredo é necessário por uma questão de segurança.
O presidente do PPS, Roberto Freire, protocolou terça-feira uma argüição de descumprimento de preceito fundamental no Supremo, para impedir que o governo use como argumento o decreto-lei 200 para manter sob sigilo determinados gastos. Esse decreto, de 1967, estabelece regras para o segredo desse tipo de informação quando referente à segurança nacional. Mas Freire alega que o decreto fere a Constituição de 1988.
Na quarta-feira, foi a vez do líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), impetrar mandado de segurança para que a Presidência da República revele as compras feitas por meio de cartões corporativos.
Segundo o ministro do STF Gilmar Mendes, essa leva de ações nos primeiros dias de trabalho do Judiciário é comum em ano eleitoral. “Nós julgamos de 250 a 300 ações diretas de inconstitucionalidade por ano. É normal que agora, em ano eleitoral, as fricções políticas se intensifiquem e elas se materializem nessa judicialização da política.” Para 2009 e 2010, Mendes acredita que essa realidade deve se repetir. “Vamos ter as escaramuças de 2009 com vistas a 2010. E assim a vida segue.”
PACOTE TRIBUTÁRIO
Mas o principal alvo da oposição é o pacote tributário do governo para compensar a perda de receita de cerca de R$ 40 bilhões com o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), derrubada pelo Senado em dezembro. O PSDB e o DEM contestam no STF o aumento das alíquotas da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para bancos e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), medidas adotadas pelo governo para elevar a arrecadação em cerca de R$ 8 bilhões.
A Confederação Nacional de Profissões Liberais (CNPL) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) tentam derrubar outro ponto polêmico: a norma da Receita Federal que obriga bancos a informar semestralmente operações financeiras superiores a R$ 5 mil, no caso de pessoas físicas, e R$ 10 mil, se forem empresas. O governo alega que a norma substitui o poder de fiscalização da CPMF. A medida que não tem impacto estimado, mas entre 2001 e 2007, o uso de dados da CPMF rendeu R$ 43,6 bilhões para o Tesouro.
Outra medida recente do governo que depende do crivo do Supremo é a proibição da venda de bebidas alcoólicas às margens das rodovias federais. A regra começou a valer no dia 1º e já há seis mandados de segurança e uma ação direta de inconstitucionalidade no STF, na tentativa de derrubá-la.
Também há uma ação de inconstitucionalidade no Supremo contra o parecer do Ministério da Previdência que permite, indiretamente, que invasores de terra tenham direito à aposentadoria. A decisão garante cobertura previdenciária a pessoas que comprovem atividade rural, mesmo em áreas ocupadas. Segundo o ministro Luiz Marinho, a lei não discrimina qual deve ser a relação dos trabalhadores rurais com a terra.
ANTIGAS
Além das novas ações, há casos antigos ainda não julgados pelo STF que devem ser concluídos este ano. O mais importante em termos financeiros trata da incidência do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na base de cálculo da Cofins. Essa pendência se arrasta desde 1998. Se o governo for derrotado, deve ter uma perda de R$ 12 bilhões por ano. E o Tesouro pode ser obrigado a devolver às empresas cerca de R$ 60 bilhões que teriam sido cobrados indevidamente.
A repercussão maior, em termos sociais, deve ser o julgamento da ação de inconstitucionalidade contra a Lei de Biossegurança, que permitiu, com várias restrições, a pesquisa científica com células-tronco embrionárias. A ação chegou ao Supremo em 2005, mas só neste ano começará a ser julgada.
Outra pendência vultosa em termos financeiros - que pode até comprometer planos futuros do governo - é o julgamento sobre a obra de transposição do Rio São Francisco. No ano passado, o STF decidiu, liminarmente, liberar a obra, mas os ministros deixaram para este ano a análise do mérito das ações contrárias à transposição. O julgamento representa cerca de R$ 4,5 bilhões para o governo.
do^ http://www.estado.com.br/editorias/2008/02/17/pol-1.93.11.20080217.6.1.xml
Postado por MiguelGCF
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2.14.2008
O BRASIL E A TRIPOLARIDADE DE PODER NO SÉCULO XXI
Postado por MiguelGCF
Editor do Impunidade Vergonha Nacional
2.05.2008
De olhos atentos
Postado por MiguelGCF
Editor do Impunidade Vergonha Nacional
2.04.2008
Estamos aguardando e esperando uma ação contundente em defesa da Patria
Não é a caserna que vai nos salvar, somos nós mesmos, a pessoa do pronome deve ser substituída pela primeira pessoa do plural NOSSA porque o povo brasileiro é um só possuindo uma parcela armada que são os militares a quem cabe garantir as Instituições Nacionais consubstanciadas na Constituição Federal
Os principios fundamentais da Carta Magna, se assentam dentre outros na soberania, na cidadania e sobretudo quando declara textualmente que "Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição. "
Assim, as manifestações ordeiras de repudio aos eleitos que estão traindo o compromisso constitucional assumido são legitimas. Todos devem ser informados do descalabro reinante e incentivados a tomar a atitude própria seja vaiando, seja denunciando através da mídia formal ou informal ou de manifestações publicas a inaceitável impunidade.
Atenciosamente
MiguelGCF
Editor do Impunidade Vergonha Nacional
2.01.2008
Mulheres de militares voltam às ruas para cobrar reajuste
Ananda Rope e Priscila Belmonte
BRASÍLIA E RIO - A indignação com o governo federal, que até agora não definiu o reajuste dos soldos, levou a família militar às ruas na tarde de ontem. O protesto, batizado de “Dia D”, ocorreu em dez estados do País. No Rio e em Brasília, contou com cerca de 100 pessoas, entre militares da ativa, da reserva, mulheres e filhos. A concentração foi em frente aos comandos militares e ao Palácio do Planalto. Com apitos e faixas, os manifestantes conseguiram chamar a atenção da sociedade e do governo federal.
Secretário-adjunto da Presidência, João Bosco Calais Filho recebeu em seu gabinete a presidente nacional da Unemfa (União Nacional das Esposas de Militares das Forças Armadas), Ivone Luzardo, para conhecer a lista de reivindicações. João Bosco se comprometeu a entregar as propostas ao presidente Lula e agendar audiência dele com o movimento.
Ivone disse que, caso o encontro com Lula não aconteça até o fim do mês, a Unemfa impedirá a cerimônia de troca da Bandeira, em março: “Se o presidente não nos receber em fevereiro, a cobra vai fumar”.
Inicialmente, Calais tinha dito que só receberia a Unemfa se as faixas de protesto em frente ao Congresso fossem recolhidas. As mulheres, no entanto, insistiram e ele desistiu da exigência.
Vigília está marcada para março
A Unemfa pretende fazer vigília dos dias 1º a 2 de março, caso não receba posição sobre o reajuste dos soldos. As mulheres reivindicam recomposição total das perdas salariais. Outro pedido é que o presidente Lula encaminhe mensagem oficial ao Congresso Nacional solicitando a votação da Medida Provisória 2.215 (que mexe com os soldos militares).
Ivone Luzardo fez um apelo a todos que puderem comparecer, pedindo que levem mais cinco pessoas. “Não é justo a gente lutar, enquanto as outras pessoas ficam em casa, porque, na hora de receber o aumento, todos vão ganhar”, reclamou mulher de militar de Brasília, que não quis se identificar.
A fisioterapeuta Ana Lídia Carvalho, 42, foi com o filho de 1 ano para a manifestação. “Estou aqui para mostrar a cara da família do militar”, afirmou Ana.
Dedicação integral de familiares
Mãe de cinco filhos e mulher de militar da reserva, a dona-de-casa Jaqueline Freitas, 42 anos, reclamou dos baixos salários e dos sacrifícios que não são recompensados. “O militar estuda durante anos e abdica da família boa parte do tempo. Somos obrigados a viajar com freqüência, o que causa vários transtornos. Imagina trocar cinco filhos de escola?”, argumenta.
Segundo Jaqueline, a situação está muito difícil. “Não consigo fechar um mês sem faltar dinheiro para pagar alguma conta. Acabamos recorrendo a empréstimos consignados”, contou. Atualmente, a família da dona-de-casa tem três financiamentos. A situação da mãe de Jaqueline, que é filha de major da Aeronáutica, é ainda pior: “Ela tem 80 anos e 80% do que recebe são para pagar empréstimos. Não sobra nem para a comida”.
Postado por MiguelGCF
Editor do Impunidade Vergonha Nacional
Parentes de militares fazem protesto por aumento salarial
JB Online
BRASÍLIA - Mulheres e familiares de integrantes das três Forças Armadas e militares da reserva estão neste momento em frente ao Palácio do Planalto protestando por aumento salarial. Os manifestantes, cerca de 100 pessoas, soltam rojões e fazem um "panelaço".
Eles pedem que seja concluída a negociação que está em andamento desde 2007. O Ministério da Defesa já havia sinalizado a possibilidade de um aumento que variava de 14% a 35%, em duas parcelas, sendo uma em setembro do ano passado e outra em setembro deste ano.
Um forte esquema de segurança com 47 policiais militares e mais de 20 seguranças do Palácio do Planalto acompanha a manifestação.
Segundo o sargento da reserva do Exército Genivaldo da Silva, a situação dos militares que estão na reserva é insustentável.
- Solicitamos ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, e ao presidente Lula, que nos atendam concedendo pelo menos a reposição salarial que havia sido prometida - reivindica.
Com informações da agência Brasil
Postado por MiguelGCF
Editor do Impunidade Vergonha Nacional
1.31.2008
CARTA DO GENERAL QUEIROZ A UNEMFA E A RESPOSTA
Guerreiras de Brasília, de Anápolis e de todo o Brasil! Parabéns a vocês. Têm lutado com muita determinação. Só seremos tratados com respeito e dignidade, só teremos força para reivindicar direitos, muitos dos quais ainda adormecidos, quando a Unemfa crescer e consolidar-se. Levaremos ainda alguns anos para adquirirmos a cultura da reivindicação. Além disso, a desunião bate contra a gente. O caminho para chegar lá será árduo e demorado. Muitas etapas terão que ser vencidas e muito teremos que aprender. As discordâncias surgidas no caminho exigirão diálogo e humildade. Não se agigantem antes da hora. Saibamos ouvir as críticas, como Deus ouve as orações. É um trabalho de longo prazo. Não se constrói um edifício da noite para o dia.
Por outro lado, aprendemos a acreditar que nossos comandantes são capazes de resolver nossos problemas. Além de não terem força e liderança, não lutam com vontade e determinação pelos direitos dos subordinados. Isto é compreensível, porque os atuais chefes são crias da Revolução e foram forjados na inibição da sua liderança. Aprenderam a obedecer, mas não a lutar. Estes chefes, bem como os comandantes de OM, precisam ser cooptados para a causa e não excluídos dela. Eles são extremamente importantes na luta pela reivindicação dos direitos da Família Militar. A Unemfa de cada cidade deve ir aos comandantes, mostrar para eles a situação de desespero da Família Militar e solicitar uma posição mais firme na defesa do reajuste salarial.
Gen R1 Queiroz - Brasília
Colaboração: CABU
Senhor General Queiroz
Tomo a liberdade de responder ao seu e-mail, porque tive o prazer de recebê-lo.
Realmente concordo com o senhor quando diz que só serão tratados com respeito e dignidade e somente terão força para reinvidicar seus direitos quando uma União dos Militares das Forças Armadas for criada e consolidar-se. Porque o senhor não cria essa associação e não promove a união entre os grupos existentes ? Para inclusive, não correr o risco de perder o único representante que têm no Congresso. Com essas divisões, esse "disse-me- disse" que tenta denegrir a imagem do Deputado Bolsonaro, não sei se perceberam que podem abalar o eleitorado da única voz que fala em nome da classe. Heloisas Helenas e outros estão se aproveitando da situação para penetrar no meio militar e conseguirem adesão para seus partidos.
Sou feminista e, mesmo assim penso que esse movimento tinha que partir dos homens. Seria mais profissional, teria mais força e menos apelo emocional. É necessário que eu diga que falo em meu nome, e em resposta ao e-mail que me foi enviado . Sei da hierarquia e da impossibilidade dos militares da ativa se pronunciarem, mas os da reserva e os reformados não estão impedidos de fazê-lo. Essas senhoras são umas guerreiras, umas heroínas porque sofrem na pele o dia a dia de um orçamento minguado, e cheio de privações. Passam frio e medo a noite. Se expõem `a chuva. Mesmo assim , penso que o apelo parece, para quem está de fora ,muito mais emocional que a reinvindicação de uma classe.Nunca se viu mulheres de bancários, nem de metalúrgicos, nem de funcionários públicos, reinvindicando, em nome de seus maridos, melhores salários.
Realmente vocês foram formados acreditando que os comandantes são capazes de resolver os problemas dos subordinados, mas as pessoas, as épocas, os valores s e , principalmente as ideologias são diferentes.Isso é comprensível, não porque eles sejam "crias da Revolução" ( aliás , para melhor dizer Contra-Revolução ). E se foram forjados pelos heróicos homens que fizeram e lutaram para manter a Contra-Revolução, não teriam sido forjados na inibição de sua liderança.Se foram forjados dentro dos princípios da Contra -Revolução, teriam aprendido a liderar e dentro dos princípios da hierarquia militar, lutar sempre por um Brasil melhor. Por um Exército bem equipado, para manter seus subordinados atendidos dentro de suas necessidades mínimas.
General Queiroz não culpe a Contra-Revolução pelo que está acontecendo. Culpe a falta de informação, a falta de vontade de acabar com essa história cômoda de que tudo de errado que está acontecendo é culpa de 1964. Essa afirmação é usada para denegrir um fato histórico de valor incalculável pelos perdedores. É culpa de todos nós, civis e militares, que vivemos a Contra -Revolução e que deixamos que os perdedores estejam no poder, deturpando e escrevendo a história da maneira que só favorece a eles. Sou democrata e acho que o voto é para isso mas, permitir que falseem a história, isso jamais poderia ter sido permitido. Precisamos nos unir, vocês militares, principalmente, e lutar para que os valores , as lideranças, a força de vontade e a união voltem a reinar entre vocês, para tranquilidade do país.
Atenciosamente
Maria Joseita Silva Brilhante Ustra
jo.ustra@terra.com.br
Postado por MiguelGCF
Editor do Impunidade Vergonha Nacional
ENTREVISTA COM IVONE LUZARDO, PRESIDENTE DA UNEMFA
ENTREVISTA COM IVONE LUZARDO, PRESIDENTE DA UNEMFA
Desde o advento da “Nova República”, as Forças Armadas brasileiras sofrem contínua perseguição das esquerdas que voltaram do exílio (de caviar) após a Lei da Anistia. O motivo é simples: foram as Forças Armadas que impediram que o Brasil se transformasse numa Cuba continental. Os poderosos hoje no poder, como o cubano-brasileiro José “Daniel” Dirceu, jamais perdoarão a ousadia dos militares que, além de impedirem a comunização do Brasil, colocaram nosso País entre as oito maiores economias do mundo.
Durante a Constituinte, o bloco das esquerdas, com o PT à frente, tentou retirar as prerrogativas que as Forças Armadas sempre tiveram no Brasil: promover a garantia dos poderes constituídos, da Lei e da Ordem. A idéia era mandar nossas tropas federais para áreas de fronteira, à espera de um inimigo que não existe mais. Além de tentar retirar a palavra “Deus” de nossa Carta Magna, a esquerda revanchista pretendia criar uma Guarda Nacional, provavelmente nos moldes das falanges que Hugo Chávez está organizando na Venezuela com sua totalitária “Revolução Bolivariana”.
No final do Império, o Exército Brasileiro, para sobreviver, promoveu uma revolução e criou a República. Naquela época também se planejava criar uma Guarda Nacional e mandar nossos soldados para tomar conta dos mosquitos em nossas fronteiras. Recentemente, o governo do PT de Lula da Silva criou a Força Nacional de Segurança Pública que, certamente, será o germe de uma futura Guarda Nacional, ocasião em que as prerrogativas das Forças Armadas serão transferidas para as falanges petistas e suas organizações satélites, como o MST, o PC do B, o PSB, o refundado PCB, a CUT, a CPT, a CNB do B e – quem diria! – até a FIESP.
Hoje, dentro da atual ascensão comuno-fascista vista no Brasil, promovida por uma hábil e eficaz revolução gramscista, as Forças Armadas estão “hibernando”, sem uma missão constitucional clara para cumprir, cada vez mais sucateadas e vilipendiadas pelo governo federal. Há dinheiro para comprar o Air Force Fifty One (o Aerolula), porém não há orçamento para renovar a frota dos últimos caças Mirage que ainda não caíram no Planalto Central. Nossos generais se fingem de mortos para as Forças Armadas não desaparecerem de vez. Nossos comandantes militares apitam menos que o Ministro Peixe Fritsch - o da Pesca -, e quando emitem uma nota, como foi o caso do Comandante do Exército por ocasião do episódio Vladimir Herzog, são obrigados a reformular a redação para agradar aos olfatos petistas.
Apesar de nossas Forças Armadas estarem definhando, elas são enviadas para missões de paz da ONU – Angola, Timor Leste, Haiti. Nossas Forças Armadas não podem combater a bandidagem em nossas grandes cidades, porém são deslocadas para combater os "bandidos" de outros países. Afinal, como diz uma célebre canção, “o Haiti é aqui!”.
Além do desaparelhamento das Forças Armadas, os militares também são perseguidos pelo poder público, na medida em que o governo federal não lhes concede vencimentos justos e decentes. Hoje, um piloto de elevador da Câmara dos Deputados recebe mais do que um piloto da FAB.
Como os militares da ativa, por força regulamentar, não podem se pronunciar a respeito da remuneração que recebem, um grupo de esposas desses militares se dispôs a comprar a briga e ir para a rua. Uma dessas organizações de mulheres, que se espalham rapidamente pelo Brasil, é a União Nacional das Esposas de Militares das Forças Armadas Brasileiras (UNEMFA), tendo Ivone Luzardo como sua presidente.
Desde o mês de abril, esse grupo enfrenta chuva, poeira e frio em acampamentos que montam em frente ao Ministério da Defesa e ao Congresso Nacional. Lula da Silva, o Comandante-em-chefe das Forças Armadas brasileiras, recebe todo mundo com festa em seu palácio: gays, modelos, atletas, estudantes, índios. Repete sempre com grande satisfação a colocação de mais um boné do MST na cabeça. Lula tem tempo para viajar às Arábias, ao Japão e à China.
Só ainda não encontrou tempo para receber as bravas guerreiras do Planalto Central, nossas destemidas “amazonas”, as “flores de cactus” que tanto orgulho causam aos civis e militares de todo o Brasil. Pelo contrário, em ato mesquinho e covarde, Lula mandou uma tropa de choque da PM, na calada da madrugada, expulsar um grupo de mulheres que estava acampado em frente ao Itamaraty. Motivo? Não queria “manchar a imagem do Brasil”, devido à presença de delegados estrangeiros na Cúpula América do Sul-Países Árabes...
Em entrevista ao Mídia Sem Máscara, Ivone Luzardo expõe com toda a franqueza a situação de penúria por que passam atualmente os militares das Forças Armadas, com reflexo direto para seus familiares.
***
MSM – Quando e como começou este movimento das mulheres de militares?
Ivone Luzardo - Começou diante da observação que fiz desde a época em que morei em Natal/RN (de 1995 a 2002), quando uma amiga, casada com um 2º sargento do Exército, mãe de quatro filhos, para ajudar no orçamento da família trabalhava como lavadeira, arrumadeira, babá, à noite vendia espetinhos, virava-se como podia, uma vez que a mesma, vinda do interior da Bahia, não teve a oportunidade de estudar e casou-se muito nova.
Chegando a Brasília, tudo ia muito bem até que um dia nosso carro foi furtado, à luz do dia. Não há segurança na área militar. Inúmeros carros já foram furtados. Ficamos à pé por cinco meses... Como em toda família militar, qualquer fato que extrapole o orçamento, compromete a mínima renda. Também ouvi várias mães de família reclamando que o “dinheiro não dava para nada”! Esse fato ocorre pela falta de reajuste (reposição das perdas decorrentes da inflação) dos soldos há mais de uma década. Diante deste quadro, no pilotis do bloco “B”, na SQN 102, em Brasília, no dia 22 de fevereiro de 2004, um grupo de senhoras insatisfeitas com os baixos soldos de seus maridos, que afetam diretamente a vida de todos os familiares dos militares, decidiu dar um basta nesta situação, pois os relatos das mães de famílias eram semelhantes e criamos uma organização de senhoras que mais tarde veio consolidar-se na UNEMFA – UNIÃO NACIONAL DAS ESPOSAS DE MILITARES DAS FORÇAS ARMADAS BRASILEIRAS, que tem como objetivo central “lutar pela manutenção da dignidade dos familiares de militares, buscando melhoria contínua de qualidade de vida”.
MSM - Como o Governo Lula tem tratado o movimento?
Ivone Luzardo – Com descaso e desrespeito.
MSM - Como assim?
Ivone Luzardo - Por receber inúmeras representações de classes, a exemplo do MST, índios, modelos internacionais e famosas, esportistas, artistas. Menos a família militar.
MSM - Como Comandante-em-chefe das Forças Armadas, Lula não teria a obrigação de pelo menos receber uma delegação do movimento?
Ivone Luzardo - Se ele tivesse compromisso e honrasse a palavra - porque a palavra de um homem constitui-se na sua base moral, de honra, e dignidade -, não haveria necessidade de estarmos passando por este constrangimento. Esse reajuste já teria sido pago, conforme sua palavra, até porque a palavra de um presidente deveria ser lei. Teria condições de receber, sim, e também não estaria expondo a família militar e a soberania nacional, como vem fazendo. Na minha opinião o Presidente Luis Inácio Lula da Silva é irresponsável nesta e em muitas outras questões.
MSM - Como a Sra. vê a economia de nosso País?
Ivone Luzardo - Vejo o risco Brasil crescendo e estagnando a nossa economia, pois não se investe em transporte, não se conservam estradas, não há modernização e manutenção de portos marítimos para escoamento dos nosso produtos, a educação e a saúde é uma vergonha, pois não há valorização de profissionais qualificados; a reforma agrária não acontece, incitando invasões em áreas produtivas; a taxa de juros é a maior dos últimos anos e principalmente não se investe em segurança neste País. Observo que as Forças Armadas são responsáveis não só pela segurança territorial de um país, mas também pela sua sustentação econômica, pois garantem estabilidade diante da opinião pública nacional e internacional. Quem estaria interessado em investir num país com segurança ameaçada?
MSM - Continua, então, o sucateamento das Forças Armadas?
Ivone Luzardo - Continua, e se o governo não fizer uma reaparelhamento emergencial, em 13 anos, conforme visto em reportagem na Rede Bandeirantes, no dia 8 de maio, dia das mães, no programa Canal Livre, os armamentos se tornarão obsoletos. Temos tido inúmeros casos de mortes por sucateamento nas Forças Armadas. O último ocorreu com a morte do sargento Anderson, da Marinha do Brasil, deixando um filho de apenas quatro anos órfão, por irresponsabilidade do governo Lula que está sendo considerado um “assassino” para muitas famílias militares, pois ao não repassar verbas para aquisição e manutenção dos equipamentos das Forças, induz a morte de militares em pleno exercício de suas funções. O navio Aeródromo São Paulo foi adquirido da sucata naval da França e não há repasse de verbas para os Servidores Civis do Arsenal da Marinha a fim de promover a manutenção do mesmo. Falta desde luvas, equipamentos necessários, e recursos para a compra de peças e manutenção dos navios. Esta situação é inaceitável. Neste país se tem dinheiro para doar a outros países, para perdoar dívidas de outros países, para pagar “gordas” indenizações a anistiados, inclusive ao Presidente, menos para assuntos emergenciais. É um absurdo!
MSM - Como a Sra. se sentiu quando foi "despejada" do acampamento montado na Esplanada dos Ministérios, sob ordem expressa de Lula?
Ivone Luzardo – Senti que começa a imperar neste país a pseudo-democracia. Inicia–se desta forma: impedindo o direito de ir e vir, através de atos covardes e autoritários na calada da madrugada, o enfraquecimento das Forças Armadas, desarmamento da população de bem, porque os bandidos estão armados com arsenal de última geração e a sustentação de uma força paralela amparada pelo próprio governo.
MSM - Mas a Sra. ainda crê que Lula possa recebê-las em seus gabinete?
Ivone Luzardo – Protocolamos dois ofícios, o último no dia 27 de abril de 2005. Até o momento não obtivemos resposta. Estamos aguardando uma posição do Presidente...
MSM - O capitão da reserva, hoje deputado federal Jair Bolsonaro, tem ajudado a UNEMFA?
Ivone Luzardo – Não, porque a UNEMFA não se presta às intenções do citado deputado, que tem utilizado as imagens das esposas de militares para a sua própria permanência e a inclusão de seus parentes no poder. Para nós ele é um político oportunista que deturpa os fatos em benefícios próprios e não tem respeito pelo próximo. No acampamento que ele e sua apadrinhada associação, a APEMFA, promoveram em frente ao Ministério da Defesa, do dia 26 à tarde do dia 28/04/05, do qual nós também participamos em solidariedade, foi acordado em reunião na SQN 306, no dia 25 de abril de 2005, às 19:30 h. diante de dezenas de pessoas que só levantaríamos acampamento quando o governo concedesse o prometido reajuste. A APEMFA e o Dep. Fed./RJ não cumpriram com a sua palavra. E não satisfeito com a nossa autonomia ainda nos proferiu impropérios, chamando-me de “vagabunda” na presença da imprensa e de centenas de pessoas. É uma atitude deprimente e covarde a do Deputado Bolsonaro. Espero em Deus a justiça no momento certo, quando o povo que o elege no Rio de Janeiro abrir os olhos e derem a devida resposta com o ato mais democrático que existe, não votando numa pessoa sem compromisso com a causa nas próximas eleições.
MSM - Qual a posição do Ministro da Defesa diante das reivindicações da UNEMFA?
Ivone Luzardo – O Ministro é um homem responsável e bem intencionado para com as FFAA, haja vista nos ter recebido e acatado as nossas reivindicações no dia Internacional da Mulher deste ano, em reunião que durou quase duas horas, onde tratamos da reposição salarial, a votação da Lei de Remuneração dos Militares - MP 2215-10 -, bem como a questão da Soberania Nacional do Brasil. O mesmo comprometeu-se em levar os assuntos tratados ao Presidente Lula e assim o fez, da mesma forma que tem buscado a solução dos problemas até onde lhe é permitido. A partir do momento que o reajuste passa para outras esferas do governo, por revanchismo ideológico e político, não há solução. Temos certeza que se dependesse exclusivamente do nosso Ministro, esse reajuste já teria sido concedido e o reaparelhamento das FFAA já estaria sendo efetivado, evitando acidentes com perdas fatais, como no caso já citado do sargento Anderson, da Marinha do Brasil.
MSM - A UNEMFA tem recebido muito apoio? De quem?
Ivone Luzardo – A UNEMFA recebe apoio da família militar e civil do Brasil, e apoio logístico e de influência de políticos preocupados com a questão, que têm visitado o nosso acampamento e defendido nas tribunas a nossa causa. Em Brasília, temos tido apoio do ex- Deputado Distrital José Santos, dos Deputados Distritais Izalci, Eliane Pedrosa, dos federais Arruda, Fraga, Senadores Paulo Otávio, Heloísa Helena e muitos outros, a quem agradecemos em nome da família militar.
MSM - Como a mídia tem feito a cobertura do movimento?
Ivone Luzardo - Com constância, às vezes trocando informações repassadas, que até certo ponto é normal, porém inaceitável. Quem não cruzou os braços e está acampada passando frio à noite, muitas vezes com problemas de saúde, com crianças de colo são nossas “flores de cactus”, as mulheres guerreiras da UNEMFA.
MSM - A TV Globo tem aparecido no acampamento?
Ivone Luzardo – Não. Gostaríamos que a mesma se pronunciasse e desse cobertura à causa, a exemplo do que têm feito as outras emissoras de TV, como a Rede Bandeirantes e a Record.
MSM - Além das reivindicações salariais, a UNEMFA pretende se colocar à frente de outras bandeiras? Como se portará nas eleições gerais de 2006?
Ivone Luzardo – No momento temos uma causa e queremos resolvê-la. Certamente, outras virão. Quanto às eleições, gostaríamos de lembrar que na família militar somos em média cinco milhões de eleitores e que vamos exercer a nossa cidadania.
MSM - Como a população em geral pode auxiliar o movimento?
Ivone Luzardo – Primeiramente, comparecendo no nosso acampamento, que está em frente ao Congresso Nacional, participando dos nossos manifestos e quem puder fazer uma pequena doação, na agência 1003-0 do Bancodo Brasil, c/c 18072-6, em nome de Ivone Luzardo, até que se conclua o processo de registro da UNEMFA.
MSM - E a educação dos filhos de militares como vem ocorrendo?
Ivone Luzardo - Atualmente, uma das maiores dificuldades enfrentadas é a dos jovens que estão fora das Universidades, impedidos de exercer competitividade no mercado de trabalho. O que sobrará para nossos filhos? Será possível que ninguém se interesse pelo futuro dos nossos filhos? Temos dezenas de Colégios Militares que deveriam utilizar suas dependências no período noturno promovendo cursos de nível superior aos familiares das FFAA. Por que não o fazem? Para inserção nos Colégios Militares percebemos que os filhos de militares concorrem em condições desiguais na prestação de concursos para sua inserção. As mensalidades baixas têm atraído a população civil de poderes aquisitivos superiores, que tem condições de pagar cursinhos a seus filhos, o que não acontece aos filhos de militares, devido aos baixos soldos de seus pais, tirando destes as vagas, além de exigirem uniforme impecável (o que acarreta despesas às famílias). Essa situação está gerando uma revolta imensa no seio da família militar. Há uma necessidade de se rever essa e outras questões.
MSM - Que outras questões?
Ivone Luzardo - A saúde do militar é muito precária no atendimento. Além de não termos especialistas para o atendimento da família, ainda falta material de primeiros socorros. Em Brasília, toda emergência é conduzida para o HFA pois nos Hospitais Militares falta material. O que está sendo feito da nossa contribuição para o fundo de saúde do Exército?
por Félix Maier http://www.midiasemmascara.org/artigo.php?sid=3709
Postado por MiguelGCF
Editor do Impunidade Vergonha Nacional


