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Agradeço as oportunas e coerentes intervenções dos comentaristas criticando o proselitismo irresponsável do globoritarismo apoiado pela mídia amestrada banalizando as Instituições e o Poder do Estado para a pratica sistemática de crimes. Os brasileiros de bem que pensam com suas próprias cabeças ja constataram que vivemos uma crise moral sem paralelo na historia que esgarça as Instituições pois os governantes não se posicionam na defesa da Lei e das Instituições gerando uma temerária INSEGURANÇA JURÍDICA. É DEVER de todo brasileiro de bem não se calar e bradar Levanta Brasil! Cidadania-Soberania-Moralidade

9.04.2007

ATO FALHO

 
Luiz Gonzaga Schroeder Lessa
Tribuna da Imprensa, 040907
 

O sr. presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, presidiu na tarde de 29 de agosto p.p., no Palácio do Planalto, a cerimônia de lançamento do livro "Direito à memória e à verdade", organizado pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos. Os fatos políticos gerados por tal atitude, previsíveis por quem tem a mínima sensibilidade política, estão aí à mostra de todos.
 
Sem necessidade, remexe na ferida que teima em não curar e reabre revoltas, indignações, desconfianças, preconceitos, revelando uma visão míope, distorcida da realidade, retrógrada, que possibilita o aparecimento de teses preocupantes e descabidas, que pretendem atentar até mesmo contra a Lei da Anistia, tudo concorrendo para a discórdia e impedindo que se olhe para a frente, que se construa um futuro livre de revanchismos recíprocos e que se busque a tão necessária e sonhada paz social que há muito perseguimos.
 
A presença do presidente da República a esse ato conferiu-lhe um preocupante vigor político, comprometeu o bom relacionamento até então conseguido com o segmento militar e deixou, bem claro, a sua parcialidade por reconhecer apenas os direitos daqueles que combateram os governos militares, desconsiderando os agentes do Estado, traçoeiramente, trucidados pelos subversivos de então.
 
A ausência, recomendável sob todos os aspectos, dos comandantes militares de forças, convidados a tão provocativa reunião, é também um fato político do qual se podem tirar as mais variadas ilações, entre elas, o desconforto, a discordância, e até mesmo o enfraquecimento da confiança no comandante das Forças Armadas. O ministro da Defesa, sr. Nelson Jobim, sentiu na pele esse constrangimento, comparecendo sozinho à cerimônia. Detectou, corretamente, que o descontentamento não afeta apenas aqueles que hoje estão na reserva, mas, também, os na ativa.
 
Daí a sua grosseira manifestação, despropositada, inoportuna, injusta, desleal, ameaçando dar uma resposta a quem se manifestasse, como se a tropa fosse uma criança necessitada de palmadas.
 
Gratuita agressão que o desgastou profundamente. Todo militar bem sabe, e muito antes do sr. Jobim, que aquele que se manifestar publicamente, se na ativa estiver, será passível de punição, que nem sempre é motivo de injúria e vergonha - muitas vezes, é galardão que ecoa profunda e positivamente no seio do segmento militar.
 
O sr. Jobim, mais do que o presidente da República, foi voz destoante, desagregadora, provocativa. Ele parece não saber que respeito se conquista, não se impõe. As Forças devem-lhe respeito, mas, em contrapartida, também exigem que sejam respeitadas e consideradas e não grosseiramente ameaçadas. Nunca é demais relembrar que o seu comandante supremo é o presidente da República, que traz junto a si a força da Nação pelo voto que o elegeu, e não o ministro da Defesa, o funcionário da hora, demissível "ad nutum".
 
Sem a compreensão deste papel, haveremos sempre de ter conflitos. Vai mal o sr. Jobim se assim continuar, pois desfizeram-se as esperanças ao vê-lo semear, tão grosseiramente, a discórdia e a desconfiança.
 
Luiz Gonzaga Schroeder Lessa é general-de-exército e ex-presidente do Clube Militar

 


 


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